Terça-feira, 23 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

Resultado do sorteio de obras "O Papel e a Baixa do Câmbio" e "A Economia em Pessoa"

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007


Sorteio de obras

Migalhas realizou o sorteio das obras "O Papel e a Baixa do Câmbio" e "A Economia em Pessoa" (Editora Reler), organizadas e gentilmente oferecidas por Gustavo H. B. Franco. Confira o ganhador.

Atenção: As obras serão sorteadas para um único migalheiro.

Sobre a obra:

A defesa que Rui Barbosa fez no Senado da política econômica e monetária por ele executada quando ministro da Fazenda do governo provisório tem o mérito inicial de ser um documento doutrinatário. O ex-ministro defendeu idéias políticas, não sua honestidade pessoal, embora não tivessem faltado ataques a esta última (já éramos Brasil). Bons tempos. Mérito adicional é que o discurso nos remete a um momento decisivo da vida nacional, o da transição do trabalho escravo para o livre e do Império para a República, e da luta entre ortodoxia monetária – o metalismo – e a heterodoxia – o papelismo.

O social, o político, o econômico e o cultural estiveram então estreitamente conectados. A Abolição requeria compensação aos ex-senhores de escravos, auxílios à lavoura, materializados na criação de bancos emissores e na expansão da oferta de moeda. A jovem, insegura e tumultuada República também precisava garantir o apoio dos cafeicultores e dos homens de negócio da capital. A extraordinária expansão monetária protagonizada por Ouro Preto e Rui Barbosa produziu a primeira grande bolha especulativa de nossa história e mergulhou a capital federal numa ânsia incontrolável de enriquecimento rápido, em que o espírito do capitalismo se desvinculava de qualquer ética, protestante ou não.

O terceiro mérito é apontado por Gustavo Franco na introdução do livro. As duas batalhas de Rui Barbosa, a do ministro na execução e a do ex-ministro na justificação, renovam-se até hoje no julgamento de sua ação e nas versões modernas do debate entre metalistas e papelistas.

Sobre a obra:

Escritos raros do poeta português Fernando Pessoa sobre economia e administração compõem o livro A economia em Pessoa: verbetes contemporâneos. A maior parte dos textos foi publicada na Revista de Comércio e Contabilidade, de Lisboa, em 1926, e são praticamente desconhecidos tanto dos economistas como dos muitos admiradores do poeta. A obra surpreende pela atualidade, evocando reflexões sobre privatização, globalização, marketing, desregulamentação, entre outros temas que inspiraram os verbetes que rebatizam, nesta edição, os títulos originais dos artigos de Pessoa. As convicções liberais do poeta, defendidas com o ardor e o sarcasmo próprios da máquina de raciocinar pessoana, seguramente vão surpreender o leitor.

Este é o segundo volume da Série Rio Bravo, inaugurada ano passado com a publicação de O papel e a baixa do câmbio, reedição do discurso histórico de Rui Barbosa, de 1891, que remete ao início da República e à luta já travada então entre ortodoxia monetária e heterodoxia.

No prefácio de A economia em Pessoa: verbetes contemporâneos, o organizador assinala que o poeta estava excepcionalmente bem equipado para tratar de economia e administração. De um lado, por gerenciar com habilidade uma rede de cerca de setenta pseudônimos e heterônimos, com formações e qualidades as mais diversas. De outro, por ter obtido o seu sustento, em grande medida, dos 15 escritórios comerciais onde trabalhou como empregado e de sua intensa e pouco conhecida atividade como empreendedor.

Vale mencionar que, para a ilustração desta obra, Gustavo Franco fez uma cuidadosa pesquisa iconográfica sobre o poeta e em particular sobre os temas e referências dos artigos. As passagens dos capítulos têm fotos de Pessoa em diferentes fases da vida, o que ajuda o leitor a enxergar as várias faces do poeta, algumas bem pouco conhecidas.

Sobre o autor:

Brasileiro, 50 anos, casado, 4 filhos e residente no Rio de Janeiro. Bacharel (1979) e Mestre (1982) em Economia pela PUC/RJ. Gustavo H. B. Franco foi professor, pesquisador, consultor em assuntos de economia, de 1986 a 1993. Em seguida, no serviço público foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Diretor de Assuntos Internacionais e ainda Presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real. Em 2000 fundou a Rio Bravo Investimentos, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações, onde atualmente tem a sua ocupação principal. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas), além de ser autor livros e escrever para jornais e revistas.

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Resultado:

  • Tatiana Hanatiuk Borowik, da Reckitt Benckiser

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