Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

Presidente da OAB/SP rebate críticas do presidente da OAB/RJ

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segunda-feira, 6 de agosto de 2007


Bate-boca

Presidente da OAB/SP rebate críticas do presidente da OAB/RJ

O presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, rebateu as críticas do presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, de que o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros seria "de fundo golpista". Veja abaixo as declarações dos presidentes.

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OAB/RJ - Wadih Damous:

O presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, afirmou que não reconhece caráter nacional no movimento intitulado Cansei. "Tanto no ponto de vista das Seccionais da OAB quanto do ponto de vista das demais entidades que estão participando, é, na verdade, um movimento localizado em São Paulo e apoiado pelas suas classes sociais mais abastadas", disse.

A OAB/RJ, disse Damous, cobra a regularização dos serviços do sistema aéreo e tem defendido os usuários, como na proposta de instalação de Juizados Especiais nos aeroportos. Mas, disse Damous, não endossa que entidades – algumas que apoiaram o golpe militar de 64 – queiram tirar proveito político da crise no setor.

"É, na verdade, um movimento estritamente paulista. A OAB do Rio de Janeiro quer, sim, e cobra das autoridades rigorosas investigações em relação ao lamentável acidente da TAM no aeroporto de Congonhas. No entanto, não aceita que essa tragédia seja utilizada de forma golpista pelas classes mais abastadas", afirmou.

OAB/SP - Luiz Flávio Borges D'Urso:

Em entrevista coletiva concedida no dia 2/8, o presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, rebateu as críticas do presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, de que o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros seria "de fundo golpista".

"Telefonei por cinco vezes, mas não consegui falar com ele. Se o presidente da OAB/RJ, efetivamente, confirmar as declarações publicadas na imprensa, só posso atribuí-las à desinformação. Nosso relacionamento enquanto presidentes de seccionais é muito bom. Nós temos uma uniformidade de tratamento de cortesia. Certamente, a cordialidade pode admitir o antagonismo, uma diversidade de opinião, mas não a deselegância, mas não a grosseria", disse D'Urso.

O presidente da OAB/SP afirmou que desde o início do Movimento tem mantido o presidente nacional da OAB, Cezar Brito, informado dos seus objetivos e propostas. Segundo D'Urso, o presidente da OAB fluminense está prejulgando. "Advogado não pode, em hipótese alguma, prejulgar. Esse é um erro fatal para um advogado O prejulgamento significa ignorância de alguns princípios que devem nortear nossa profissão. Nós temos que ouvir a outra parte para depois tecer algum juízo de valor. No mínimo, espero esta cortesia de um presidente de Seccional. A discordância de um tema faz parte da democracia e nós temos que aprender a admitir os antagonismos, mas dentro de uma cordialidade, dentro de um tratamento que é próprio da nossa classe. Como dirigentes da Ordem, podemos discordar sobre várias matérias", disse.

O presidente da OAB/SP também comentou que o princípio de organização da OAB autoriza a autonomia das Seccionais. "Quando a OAB nacional começou a discutir o impeachment do presidente Lula, São Paulo não se posicionou, ao contrário, aguardou o posicionamento do Conselho Federal. No caso do Movimento, se, efetivamente o presidente falou o que foi noticiado, credito a uma falta de respeito com a advocacia de São Paulo, com a OAB/SP e penso que isso é fruto de uma desinformação muito grande, senão for já o nosso processo eleitoral interno para o Conselho Federal que está sendo deflagrado antes do tempo", alegou D'Urso.

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