Segunda-feira, 25 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Sexta - feira nebulosa

Dólar sobe; Bovespa despenca e risco-país dispara

sexta-feira, 7 de maio de 2004

Sexta - feira nebulosa

Os dados de emprego nos Estados Unidos provocaram uma inquietação no mercado de câmbio e acionário brasileiro. Às 10h50m, o dólar à vista subia 1,06%, cotado a R$ 3,027 na compra e R$ 3,031 na venda. Às 10h32m, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tinha queda de 2,30%, com o Índice Bovespa em 18.748 pontos. O volume financeiro era de R$ 73,8 milhões. No mesmo horário, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caía 0,29%.

O C-Bond, principal título da dívida brasileira e também o mais líquido dos emergentes, caía 1,66% no mesmo horário, valendo 88,62% do seu valor de face. O risco-país marcava 752 pontos-base, com alta de 5,32%.

Os números do mercado de trabalho americano em abril eram os mais esperados entre os vários indicadores econômicos do dia. A criação de 288 mil vagas no mês passado veio muito acima das projeções e teve impacto imediato nas economias do mundo todo.

A cotação de venda havia chegado à máxima de R$ 3,054 (+1,83%), mas cedeu diante das ordens de venda. O mercado futuro de juros acompanha a subida do dólar e do risco-país e as projeções da taxa Selic se ajustam para cima. A exceção é o Depósito Interfinanceiro (DI) de junho, cuja taxa recua de 15,62% para 15,61%. A taxa é beneficiada pela desaceleração da inflação medida pelo IPCA, que recuou de 0,47% para 0,37% entre março e abril. O DI de janeiro, o mais negociado, tem a taxa elevada de 15,77% para 15,85% anuais.

O destaque por aqui é a divulgação do IPCA e do INPC de abril, índices oficiais de inflação. O IPCA caiu de 0,47% para 0,37%. Além de mostrar desaceleração, a taxa ficou abaixo do previsto pelo mercado (0,40%, em média). A desaceleração é uma boa notícia para o mercado de juros, mas pode ser eclipsada por outros fatores dos cenários.

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