Quinta-feira, 21 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Manifestações

Servidores federais e da saúde querem reajuste salarial

segunda-feira, 10 de maio de 2004


Manifestações


A semana começou com manifestações e anúncios de paralisações.

Cerca de 300 trabalhadores ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília, nesta madrugada. Eles querem uma reunião com o presidente do instituto e maior agilidade nos assentamentos e na concessão de crédito.

Os servidores do Incra estão em greve desde quarta-feira e também estão concentrados na entrada do prédio. Eles querem a definição de um plano de carreira e fortalecimento do Incra. Segundo o comando de greve, cerca de 90% das atividades do órgão estão paralisadas em todo o País.


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Servidores da saúde

Às 6h de hoje, os servidores estaduais de saúde do estado de São Paulo entraram em greve por tempo indeterminado. No Hospital do Servidor Público foram mantidos apenas os serviços considerados essenciais, como quimioterapia, radioterapia ou tratamentos muito longos. Os servidores exigem 30% de reajuste salarial sobre o total dos vencimentos, abertura de concursos públicos e jornada de trabalho de 30 horas.

Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Saúde informou que considera a greve precipitada porque qualquer decisão de reajuste salarial só pode ser tomada no final do mês, segundo a lei de responsabilidade fiscal, que limita os gastos com funcionários públicos.

A categoria reúne cerca de 92,5 mil trabalhadores no Estado. Os funcionários marcaram para às 10h de amanhã uma reunião em frente à Assembléia Legislativa para discutir os rumos do movimento.

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Servidores federais

Os servidores públicos federais iniciaram hoje uma série de manifestações pelo país e podem decidir por greve geral em assembléia. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, melhoria das condições de trabalho e mais contratação de funcionários.

O comando de greve dos servidores federais aposta numa mobilização semelhante a que foi feita em 2003 por conta das votações da reforma da Previdência para pressionar o governo a ir além da proposta já feita. A principal reivindicação dos servidores é a paridade dos salários de ativos, aposentados e pensionistas. O reajuste salarial pedido é de 50,19%.

Os servidores públicos ativos, inativos e pensionistas somam 905 mil pessoas. Destes, cerca de 490 mil estão em atividade.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, o Executivo conseguiu ampliar de R$ 1,5 bilhão para R$ 2 bilhões os recursos orçamentários que bancam o reajuste diferenciado dos servidores públicos. Pela proposta, os índices variam de 12,85% a 32,27% para os servidores ativos e de 9,5% a 29,38% para aposentados e pensionistas. Esses reajustes seriam aplicados sobre a remuneração total, e não sobre o salário-base, como reivindicam os servidores.

Estão em greve, em Brasília, os servidores do Incra, do INSS, da Advocacia Geral da União (AGU) e da Funasa. Na próxima quinta-feira, haverá outro ato na Esplanada dos Ministérios.

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