Terça-feira, 26 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Brasil e China

Avanços e oportunidades nas relações comerciais

terça-feira, 11 de maio de 2004




Brasil e China: uma relação promissora


A China vem provando ao mundo que é um caso exemplar de forte crescimento econômico. Nos últimos 23 anos, enfrentou apenas duas crises inflacionárias e seu PIB acumulou expansões sucessivas. Só nos últimos oito anos, apresentou uma média de crescimento de 8%.

As exportações chinesas saltaram de pouco mais de US$ 18 bilhões em 1980 para US$ 438,4 bilhões no ano passado. Acumula reservas internacionais de US$ 582 bilhões, é responsável por 7% do consumo mundial de óleo cru, por 31% do de carvão e por 27% do de produtos em aço.

Em contraste, a China convive com alguns problemas igualmente grandiosos e parecidos com os enfrentados pelos brasileiros. Da população de 1,285 bilhão de chineses, 250 milhões vivem num padrão de vida alto. Outros 30 milhões ainda estão abaixo da linha de pobreza. A renda per capita é de US$ 1.131. A brasileira é por volta de US$ 2.855.

As taxas anuais de desemprego são relativamente baixas, rondam os 4%, mas os salários também são baixos e as relações trabalhistas têm poucas garantias e direitos. A demanda da emergente classe média por consumo, aliada à abertura comercial da última década, tem pressionado a inflação.

Para equacionar essa conjuntura, o governo chinês caminha para uma reforma fiscal, aperta o orçamento das empresas estatais e da máquina do estado, inibe novos empréstimos, tenta desacelerar a construção civil, prospecta parceiros mundo afora para garantir suas demandas por matérias-primas e estancar qualquer suspiro inflacionário.

É nessa última etapa que entra o Brasil e seus interesses comerciais no vasto mercado consumidor chinês, seja para a soja, para o minério, para o petróleo, para o setor financeiro.

Após uma relação formalizada de 30 anos, o governo brasileiro tenta se aproximar ainda mais do parceiro que, junto com Índia e Rússia, forma o grupo emergente com maior potencial para desbancar, até 2050, as seis maiores economias mundiais de hoje.

Tanto a China quanto o Brasil reconhecem as conveniências de se ampliar a relação comercial entre eles. No entanto, o caminho é longo, as exportações brasileiras para a China ainda são poucas. Já os empresários chineses, vendem muito para cá - e para todo o mundo - mas ainda não há significativos investimentos diretos no país.

No próximo dia 23, o presidente Lula desembarca em Pequim para dar impulso a essa aproximação. Uma vasta comitiva de empresários, banqueiros e potenciais investidores acompanhará a visita presidencial, entre eles, vários representantes de Migalhas.

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