Sexta-feira, 19 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

Brasil e China

Brasil precisa agregar mais valor às exportações

quinta-feira, 13 de maio de 2004




Quadro de exportações


E
m 1980, a China exportou US$ 18 bilhões, US$ 2 bilhões a menos que o Brasil, mas as vendas chinesas para o exterior cresceram a uma média de quase 15% ao ano, até somarem US$ 438,4 bilhões em 2003 - quando as exportações brasileiras bateram US$ 73,084 bilhões. As importações por parte dos chineses também cresceram em um ritmo cavalar, de US$ 20 bilhões para US$ 412,8 bilhões nesse mesmo período.

De 1995 a 2000, as exportações do Brasil para a China foram em média de US$ 1 bilhão por ano, mas ganharam impulso e atingiram US$ 4,53 bilhões em 2003. O comércio bilateral cresceu de US$ 3,23 bilhões em 2001 para US$ 6,68 bilhões no ano passado, com um superávit de US$ 2,38 bilhões para o Brasil. No entanto, nessa relação comercial o Brasil é forte no fornecimento de commodities, que têm preço menor que os produtos acabados. O desafio é agregar valor às exportações e aumentar a participação de manufaturados, exatamente no que os chineses são fortes nas vendas para o Brasil.

De todo o valor que a China importa, apenas 1,1% vem do Brasil, sendo grãos de soja, minérios e produtos siderúrgicos os principais itens. No entanto, de acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, “no médio prazo, em um ou dois anos, os manufaturados devem superar 30% das exportações para a China. O Brasil é hoje muito competitivo no manufatura”.

O secretário também ressalta os esforços feitos nos setores de aviação, autopeças e motores. Do ano passado pra cá, as exportações de motores para os chineses pularam de US$ 1 milhão para US$ 16,9 milhões.

Segundo um levantamento preliminar do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil pode aumentar o valor das exportações dos produtos que já estão em pauta. Mas, sobretudo, pode duplicar o número de itens de exportação de 777 para cerca de 1.600. Na fila de espera estão setores como brinquedos e artigos esportivos, produtos ainda não exportados ao país asiático.

Outro setor a ser explorado é o tecnológico. A China comprou de outros países US$ 83,137 bilhões em aparelhos e instrumentos elétricos e eletrônicos em 2003, enquanto o Brasil exportou para o mundo US$ 3,124 bilhões nesse segmento, destinando apenas US$ 60 milhões aos chineses.

E assim como os eletrônicos, o Brasil exportou US$ 881 milhões em cortes de frango congelado em 2002, dos quais apenas US$ 5 milhões para a China. No entanto, a importação que a China fez desses produtos somou US$ 379 milhões.

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