Quarta-feira, 20 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Transgênicos

ONU aprova uso de sementes geneticamente modificadas

segunda-feira, 17 de maio de 2004


ONU aprova uso de transgênicos


Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela FAO (Food and Agriculture Organization) - órgão das Nações Unidas para alimentos e agricultura - aprova a utilização de sementes geneticamente modificadas e diz que a biotecnologia só não traz mais benefícios porque ainda não se disseminou rápido o bastante nos países pobres.

De acordo com o relatório, os OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) já ajudaram economicamente pequenos fazendeiros, apresentaram ganhos ambientais - com a redução do uso de pesticidas e herbicidas tóxicos - e não demonstraram efeitos nocivos à saúde.

O problema, de acordo com a FAO, é que, até agora, a tecnologia tem sido mais utilizada para culturas agrícolas de grande interesse comercial.

Para Harwig de Haen, assistente do diretor geral do departamento econômico e social da FAO, a biotecnologia não resolve o problema da fome no mundo, mas pode ajudar de três maneiras: aumentando a produção e rendimento dos fazendeiros, aumentando o suprimento de alimentos no mundo e contribuindo para a melhoria nutricional das colheitas.

Porém, de acordo com Haen, para garantir os benefícios aos mais pobres, os governos de todo o mundo devem se envolver mais na pesquisa e desenvolvimento de novas sementes, em vez de deixarem a tarefa nas mãos de corporações privadas.

O relatório aumenta o debate sobre o tema. De um lado, os que defendem os transgênicos dizem que as plantações podem resistir a insetos e receber vitaminas extras, representando vantagens para fazendeiros e consumidores. De outro, os oponentes dizem que as plantações com transgênicos trazem riscos desconhecidos à saúde e ao ambiente e que apenas as multinacionais que desenvolvem e vendem sementes geneticamente modificadas se beneficiam.

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