Sábado, 17 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Suprema Corte dos EUA adia mais uma execução por injeção letal

quarta-feira, 31 de outubro de 2007


Nos EUA...

Suprema Corte adia mais uma execução por injeção letal

Quinze minutos antes de receber uma injeção letal em uma prisão no Estado americano do Mississippi, nesta terça-feira, o prisioneiro Earl Wesley Berry teve sua execução adiada por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Os advogados de Berry, condenado à morte em 1988 pelo assassinato de uma mulher no ano anterior, entraram com o pedido de adiamento da execução do prisioneiro até que a Justiça decida se o uso da injeção letal é ou não inconstitucional.

Berry já havia comido o que seria sua última refeição e se despedido da família, mas ainda não havia sido levado para a câmara de execução quando a decisão da Suprema Corte foi anunciada.

Este foi o último de uma série de adiamentos de execuções por injeção letal em vários Estados americanos desde 25 de setembro, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu analisar o caso "Baze versus Reese".

Nesse caso, dois réus de Kentucky, Ralph Baze e Thomas Clyde Bowling Jr, alegam que a injeção letal é cruel e viola a oitava emenda da Constituição americana (que proíbe punições cruéis).

Diversos tribunais americanos estão recebendo pedidos de adiamento de execuções até que o caso de Kentucky seja decidido, o que está previsto para o início de 2008.

Segundo analistas, esses tribunais irão provavelmente interpretar a decisão da Suprema Corte como um sinal de que devem impor uma moratória extra-oficial às execuções até que o caso "Baze versus Reese" tenha uma decisão.

Segundo Rajesh Mirchandani, correspondente da BBC em Washington, a decisão sobre o caso "Baze versus Reese" não vai acabar com a pena de morte, mas poderá mudar a maneira como os Estados Unidos aplicam a pena.

Dos 38 Estados americanos que aplicam a pena capital, 37 utilizam o método de injeção letal.

Nesse tipo de execução os prisioneiros recebem uma combinação de três drogas: primeiro, um sedativo; depois, uma substância que paralisa todos os músculos, menos o coração; por fim, é aplicada uma droga que provoca uma parada cardíaca e mata o prisioneiro.

Ativistas de direitos humanos argumentam que o uso de sedativos faz com que seja impossível determinar se o prisioneiro está sofrendo ou não.

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Fonte: BBC Brasil
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