Domingo, 24 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Solto por engano

Gleison Lopes de Oliveira foi solto por engano

quarta-feira, 26 de maio de 2004

Liberdade

Churrasco. Foi dessa maneira que Gleison Lopes de Oliveira, um dos acusados do assassinato do empresário José Nelson Schincariol, comemorou sua liberdade. Ele foi solto, no dia 17/4, por engano e o erro só foi descoberto dez dias depois. Em entrevista para o Fantástico, no último domingo, o juiz José Fernando Minhoto, que mandou libertar o homem mostrou sua versão sobre o caso.

Solto por engano

O acusado foi liberado por um erro de interpretação do que dizia um telegrama. No texto, o desembargador Raul Mota cita um pedido de hábeas-corpus, que diz "deferindo liberdade provisória", feito pela defesa de Gleison. E o juiz José Fernando Minhoto, se concentrou apenas nesta frase, mandando soltar o réu.

Minhoto reconheceu o erro. Mas disse que a mensagem deu interpretação que era para soltar o acusado. “Na dúvida, interpreta-se sempre a favor do réu. Eu corria o risco de errar como errei, de mandar soltá-lo. Mas não conseguiria passar um fim de semana tranqüilo se eu soubesse que deixei, injustamente, um ser humano - não estou falando réu, acusado, nada disso - preso indevidamente", declara o juiz.

Com 11 anos de experiência como juiz, e há 22 anos no judiciário, Minhoto expediu nova ordem de prisão. Mas, Gleison está desaparecido há mais de um mês.

Caso

Gleison é um dos sete acusados de assaltar e matar o empresário Nelson Schincariol, em agosto do ano passado. Nelson foi assassinado na garagem de casa, em Itu, interior de São Paulo. Gleison e cinco comparsas foram presos na época. O sétimo integrante nunca foi localizado. Segundo a acusação, Gleison passava informações sobre a familia Schincariol para a quadrilha. A defesa nega.

"Ele não tinha motivo para arquitetar o assalto", defende o advogado Roberto Delmanto Jr.

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