Quarta-feira, 19 de junho de 2019

ISSN 1983-392X

Governo do Equador anuncia rompimento das relações diplomáticas do país com a Colômbia

terça-feira, 4 de março de 2008


Crise

Equador rompe relaçőes diplomáticas com a Colômbia

"Esta decisão foi adotada diante da evidente violação da soberania nacional e da integridade territorial do Equador", afirma comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Relaçőes Exteriores equatoriano.

A crise entre os dois teve início no fim de semana, depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A nota equatoriana também atribui o rompimento ás "acusações muito graves contidas no comunicado divulgado pela Presidência da Colômbia, que insinua acordos entre as Farc e o governo do Equador".

O comunicado cita ainda as declarações do general Oscar Naranjo, diretor da Polícia Nacional da Colômbia, que afirmou ter indícios da ligação de autoridades equatorianas com guerrilheiros das Farc. O texto descreve as afirmaçőes de Naranjo como "cínicas e temerárias".

"Estas acusações infundadas constituem um ato inamistoso e uma tentativa deliberada de desviar a atençăo da violaçăo da soberania territorial equatoriana, reconhecida pelo próprio governo colombiano em comunicados e notas diplomáticas", diz Ministério das Relaçőes Exteriores do Equador.

OEA

A OEA deve realizar nesta terça-feira uma reunião extraordinária para discutir o aumento da tensăo entre a Colômbia e o Equador, que também envolve a Venezuela.

No fim de semana, Equador e Venezuela a anunciaram o envio de tropas para a fronteira com a Colômbia, em uma reação á operação das forças colombianas em território equatoriano.

Representantes de países da região defenderam uma saída negociada para diminuir a tensão e afastar a possibilidade de um conflito armado na região.

"Nós queremos a paz no continente, não temos posição doutrinária em relação a nenhum país", disse, durante coletiva em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O ministro reconheceu que a crise é "grave" e disse que o pedido de desculpas da Colômbia ao Equador năo foi "muito explícito" e deveria ser refeito.

Amorim confirmou que o presidente Lula conversou por telefone com o colombiano Álvaro Uribe e o equatoriano Rafael Correa em busca de uma possível "convergência" que possa ajudar a minimizar a tensão. Argentina e Chile

O chanceler da Argentina, Jorge Taiana, divulgou nota em que diz que o governo do país rejeita "qualquer forma de violação da soberania regional".

De acordo com o comunicado, Taiana conversou com sua colega equatoriana, María Isabel Salvador, antes de divulgar o texto, e antecipou a posiçăo do governo argentino na reunião extraordinária da OEA hoje.

"A Argentina vai expor na sessăo extraordinária da OEA a firme posição de rejeição a qualquer forma de violação da soberania territorial a um Estado membro", afirma a nota.

Taiana declarou ainda que "o respeito da soberania territorial é um princípio inviolável no direito internacional e nada e nem ninguém pode justificar sua violação".

O ministro disse que a Argentina trabalha para que a paz não seja alterada e para que continue o processo de libertação de reféns das Farc.

No Chile, a presidente Michelle Bachelet disse que "o mais importante no momento, além de uma explicação (para a incursão colombiana), é evitar que este conflito tenha uma escalada".

"Há um conjunto de países como o nosso que estăo disponíveis para buscar uma boa saída", afirmou.

EUA e ONU

O porta-voz do Departamento de Estado americano Tom Casey disse que os Estados Unidos apóiam o direito da Colômbia de se defender das Farc, mas defendeu a abertura de um diálogo entre colombianos e equatorianos.

"De nosso ponto de vista, este é um assunto entre a Colômbia e o Equador", disse. "Não tenho certeza sobre o que isso tem a ver com a Venezuela."

"Os equatorianos manifestaram sua preocupação", acrescentou. "Certamente nós apoiamos a integridade territorial e a soberania de todas as nações na região."

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também fez um apelo ao diálogo e disse estar preocupado "com o aumento das tensőes e da retórica durante o fim de semana", de acordo com uma porta-voz.

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Fonte: BBC Brasil
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