Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

BC divulga nota à imprensa do Setor Externo com os dados atualizados até fevereiro de 2008

terça-feira, 25 de março de 2008


Nota

BC divulga nota à imprensa do Setor Externo com dados atualizados

O Departamento Econômico do Banco Central divulgou ontem a Nota à Imprensa do Setor Externo com os dados atualizados até fevereiro de 2008.

  • Confira abaixo a íntegra da nota.

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NOTA PARA A IMPRENSA

24.3.2008

I - Balanço de pagamentos - Fevereiro de 2008

O balanço de pagamentos registrou superávit de US$3,6 bilhões em fevereiro. As transações correntes foram deficitárias em US$2,1 bilhões no mês, acumulando déficit, nos últimos doze meses, de US$4,9 bilhões, equivalentes a 0,37% do PIB. No mês, a conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$3,9 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, que somaram US$2,6 bilhões.

A conta de serviços apresentou déficit de US$1,4 bilhão em fevereiro, 69% superior ao registrado para o mesmo mês de 2007. As despesas líquidas com transportes somaram US$525 milhões, crescimento de 28,3% na mesma base de comparação. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$317 milhões, ante déficit de US$84 milhões em fevereiro do ano anterior, com variações de 63% nos gastos com viagens ao exterior e de 19,7% nas receitas. Dentre os demais itens da conta de serviços, no mesmo período comparativo, ocorreram elevações nas despesas líquidas com seguros, 151,6%; computação e informações, 28,4%; e aluguel de equipamentos, 21,2%. Os outros serviços registraram ingressos líquidos de US$379 milhões, 25,2% inferiores ao resultado do mesmo mês do ano anterior.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$1,9 bilhão no mês, redução de 5,3% em relação a fevereiro do ano anterior. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$973 milhões, constituídas quase que inteiramente pelas despesas líquidas de lucros e dividendos. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira reduziram-se 42,2% no período comparativo, ao atingir US$448 milhões, compreendendo despesas líquidas de lucros e dividendos de US$302 milhões e pagamento líquido de juros de títulos de renda fixa de US$146 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$466 milhões.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior apresentaram saídas líquidas de US$636 milhões em fevereiro, compreendendo US$874 milhões em aquisições líquidas de participação no capital de empresas no exterior e US$238 milhões recebidos liquidamente de empréstimos intercompanhias.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$890 milhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, atingiram US$631 milhões, enquanto os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias totalizaram US$259 milhões.

Os investimentos estrangeiros em carteira registraram ingressos líquidos de US$2,6 bilhões em fevereiro, comparados a saídas líquidas de US$1,8 bilhão no mês anterior. Os investimentos em ações e em títulos de renda fixa, ambos negociados no País, apresentaram ingressos líquidos de US$2,8 bilhões, comparados a saídas líquidas de US$1,4 bilhão registrados em janeiro de 2008. Para esse total, observou-se ingressos líquidos de US$3 bilhões em títulos e saídas líquidas de US$251 milhões em ações. As remessas líquidas de bônus negociados no exterior somaram US$216 milhões. Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram desembolsos líquidos de US$21 milhões, ante desembolsos líquidos de US$803 milhões no mês anterior. A taxa de rolagem para títulos de médio e longo prazos captados pelo setor privado atingiu 104% em fevereiro. As captações líquidas em títulos de curto prazo atingiram US$45 milhões.

Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em retornos líquidos de US$648 milhões em fevereiro, decorrentes de reduções de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$962 milhões, e ampliação dos ativos dos demais setores, US$678 milhões.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$2,3 bilhões em fevereiro. O crédito comercial de fornecedores registrou ingressos líquidos de US$762 milhões, dos quais US$632 milhões referentes a operações de curto prazo. Os empréstimos apresentaram ingressos líquidos de US$1,5 bilhão, resultado de desembolsos líquidos de empréstimos de médio e longo prazos, US$1,6 bilhão, e de amortizações líquidas de empréstimos de curto prazo, US$67 milhões.

II - Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$192,9 bilhões em fevereiro, com crescimento de US$5,4 bilhões frente ao apurado no mês anterior.

No mesmo mês, a autoridade monetária liquidou compras de US$3 bilhões no mercado doméstico de câmbio. Entre as operações externas, sobressaíram a receita de remuneração das reservas, US$597 milhões, e o pagamento de US$5 milhões de juros sobre alocações ao FMI, enquanto as demais operações, fundamentalmente ganhos por variação de preços e paridade, elevaram o estoque em US$1,8 bilhão.

III - Dívida externa

A dívida externa total, compilada em dezembro de 2007, somou US$193,6 bilhões, com redução de US$1,8 bilhão em relação à posição ao final do trimestre anterior. No mesmo período, a dívida externa de médio e longo prazos aumentou US$1,8 bilhão, resultado da diminuição de US$1,5 bilhão na dívida do setor público não financeiro e do crescimento de US$3,3 bilhões na dívida dos setores privado e público financeiro. Ainda no mesmo período, a dívida externa de curto prazo caiu US$3,5 bilhões.

Em fevereiro, a dívida externa total estimada somou US$198,1 bilhões. O aumento de US$4,5 bilhões em relação ao valor compilado em dezembro de 2007 esteve concentrado na dívida de médio e longo prazos, elevação de US$5,7 bilhões, enquanto a dívida de curto prazo apresentou redução de US$1,2 bilhão.

No mesmo período, os principais fatores de variação da dívida de médio e longo prazos foram as recompras de títulos da dívida externa pelo Tesouro Nacional, US$359 milhões; os desembolsos líquidos de organismos e agências, US$573 milhões; os lançamentos líquidos de Notes, US$855 milhões; os saques líquidos de US$1 bilhão de buyers e de US$250 milhões de suppliers; os desembolsos líquidos de US$1 bilhão em empréstimos diretos; e o aumento da dívida em dólares devido à variação por paridade, estimado em US$2,4 bilhões.

Ainda em fevereiro, a estimativa para a dívida de curto prazo atingiu US$38,1 bilhões. A redução de US$1,2 bilhão, observada frente à última posição apurada, foi decorrente de amortizações líquidas em empréstimos em moeda.

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