Sábado, 21 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

TRE gaúcho anula provas de concurso público

O Pleno do TRE/RS decidiu, de maneira unânime, anular as provas do seu concurso público realizado no último dia 14 de dezembro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


Irregularidade

TRE gaúcho anula provas de concurso público*

O Pleno do TRE/RS decidiu, de maneira unânime, anular as provas do seu concurso público realizado no último dia 14 de dezembro. A votação ocorreu nesta segunda-feira, 29/12, durante sessão administrativa convocada em meio ao recesso, tendo em vista a gravidade dos fatos apontados no relatório elaborado pela Comissão do Concurso Público do TRE a respeito do processo seletivo executado pela empresa Consulplan, vencedora da licitação.

O presidente do TRE, desembargador João Carlos Branco Cardoso, relator da matéria, destacou que o elevado índice de ocorrências anormais no curso da seleção acabou colocando em xeque a igualdade na disputa, violando os princípios da legalidade e isonomia da competição.

O presidente da Comissão do Concurso Público, Alexandre Kausch, lembrou que o relatório aponta irregularidades como situações envolvendo a identificação de candidatos, violação dos lacres protetores do sigilo das provas antes do momento correto, tratamento indevido dispensado a deficientes físicos, despreparo dos coordenadores e fiscais contratados pela empresa, uso indevido de aparelhos celulares e distribuição equivocada de provas.

A seleção abrange vagas para os cargos de técnico e analista judiciários, psicólogo, bibliotecônomo, analista de sistemas, técnico em eletricidade e telecomunicações e envolve mais de 40 mil candidatos.

Com a anulação, ainda não foi definido se haverá uma nova data de provas para os inscritos ou se o dinheiro será devolvido e um novo período de inscrições será aberto. Com informações do site do TRE.

Contraponto

Confira nota divulgada no site da Consulplan :

"É com grande espanto que a Consulplan vem acompanhando a manifestação de alguns candidatos inscritos no Concurso Público do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul — TRE-RS — um certame que reúne mais de 42 mil candidatos disputando 25 vagas, portanto, um dos mais disputados concursos públicos da história do Rio Grande do Sul.

A empresa reconhece que ocorreram alguns problemas técnicos na aplicação das provas realizadas no dia 14 de dezembro. Mas informa que estes problemas foram sanados no decorrer do processo com aceitação dos candidatos presentes que realizaram suas provas. Somente quatro candidatos na FAPA (Faculdades Porto Alegrense) deixaram o local de provas sem o consentimento da coordenação, como está registrado em ata, assinada pelos próprios candidatos.

Esclarecemos que os problemas ocorridos e registrados em ata foram isolados e solucionados de forma a não quebrar o sigilo e a segurança do processo, mantendo a isonomia, a igualdade e a integridade dos participantes.

As questões surgidas foram solucionadas com a anuência dos candidatos que ficaram nas duas unidades onde ocorreram, dentre as 28 unidades educacionais envolvidas no processo seletivo.

Após a aplicação de provas no domingo, a organizadora vem assistindo uma grande orquestração de denúncias, na maioria, infundadas, não constando inclusive em ata, realizadas por um grupo de candidatos que se uniram em comunidades virtuais e organizações educacionais.

Surpresa com estas manifestações, a organizadora colocou os relatórios de ocorrências dessas unidades a disposição do TRE-RS e acatará as determinações da Comissão Fiscalizadora do Processo Seletivo, levando também em consideração o seu direito constitucional de ampla defesa.

No entanto, a organizadora não pode deixar de expressar sua preocupação com os 42 mil candidatos inscritos no processo. A Consulplan acredita que estes não podem ser prejudicados, já que realizaram as provas e aguardam o resultado do processo.

Não é intenção da organizadora gerar prejuízo ao TRE-RS e, muito menos, aos candidatos inscritos no processo seletivo, por isso, está aberta ao diálogo, mantendo a postura séria e ética que pautou-se durante todo o processo, tanto com a contratante, quanto com os candidatos. Finalmente, cumpre informar, que a organizadora não permitirá que informações inverídicas geradoras de boatos e ações ilegítimas a intimidem, estando atenta a toda movimentação no intuito de preservar um universo de 42 mil pessoas envolvidas neste processo que não podem ser prejudicadas injustamente".

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*Fonte : Zero Hora

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