Sábado, 19 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Relação com fornecedor é chave para redução de custo

Mauro Sampaio, da empresa e-Xyon Tecnologia em Gestão Jurídica, foi entrevistado pelo site América Economia. Na matéria "Relação com fornecedor é chave para redução de custo", Sampaio fala sobre a relação da tecnologia com produtividade e economia nos custos.

segunda-feira, 2 de março de 2009


Entrevista

Relação com fornecedor é chave para redução de custo


Mauro Sampaio
, da empresa e-Xyon Tecnologia em Gestão Jurídica, foi entrevistado pelo site América Economia.

Na matéria "Relação com fornecedor é chave para redução de custo", Sampaio comenta a relação da tecnologia com produtividade e economia nos custos.

  • Confira abaixo a matéria na íntegra.

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Relação com fornecedor é chave para redução de custo

Renegociação de contratos e afinidade com o fornecedor pode reduzir custos em média de 25%

Reduzir custos é como fazer dietas: sempre necessário um ponto inicial. No caso do regime, sempre começa na segunda-feira. Já para o corte de despesas é necessário um susto, como o de uma crise generalizada. Empresas brasileiras, de pequeno a grande porte, têm se preocupado com a redução de custos a fim de manter um caixa mais saudável. Mas, em tempos de bonança, como na dieta, é comum se descuidar. Principalmente na relação aos fornecedores, um canal essencial para mudar a estratégia de gastos.

A maior parte do dinheiro sai por quatro torneiras: folha de pagamento, impostos, remuneração dos acionistas e fornecedores”, explicou Robson Drezett, consultor especialista em redução de custos. Cortes na folha de pagamento representam redução imediata de custos, em última medida para conter gastos considerados emergenciais, impostos e remuneração dos acionistas são tópicos delicados, pois envolvem atiçar o planejamento jurídico e mexer com o bolso dos donos das companhias.

O segredo está na contratação de serviços e compras gerais, diz Drezett. “Se você souber mudar a forma de a empresa se relacionar com o mercado fornecedor, consegue muitas economias importantes”, afirma Drezett. “E talvez não tenha que demitir pessoas”. Segundo o especialista, o corte de custos chega em média a 25%, ou seja, um quarto dos custos pode ser economizado só na renegociação de contratos e afinidade com o fornecedor. “Nunca conseguimos economia menor de 11%.”

Quanto maior a empresa, maior o poder de barganha junto aos vendedores, o que não significava que os pequenos e médios empresários não possam fazer boas renegociações. Outro posicionamento chave é fechar acordos de longo prazo com fornecedores de confiança, o que gera ganhos em preço e comprometimento.

Sem gula

Não basta só fazer regime, mas também escolher direito o que comer. Outra estratégia para reduzir gastos e ser mais eficiente é ver o que a empresa realmente precisa, e não o que apenas aparenta ser melhor. “O mundo caminha para o que é simples – o empresário precisa de marca (famosa) ou de um produto que atenda a necessidade dele?”, questiona Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro).

Desta forma, produtos de marca própria que cumprem a mesma função na cadeia produtiva, mas que são mais baratos que os de marca de grife, representam uma saída viável. “O fornecedor e o cliente precisam conversar qual é a melhor forma de reduzir custos na cadeia”, afirma Montesano. “Não dá mais para medir forças”.

E é exatamente o que a Mercado eletrônico faz. A empresa paulistana é especializada em comprar produtos secundários agindo como intermediador entre o cliente e o fornecedor. “Por termos um canal imenso de fornecedores, sempre conseguimos bons negócios”, disse Eduardo Nader, presidente da empresa.

De acordo com seu website, a Mercado Eletrônico possui cerca de 40.000 fornecedores ativos para produtos e serviços indiretos, como suprimentos. Um caso interessante de atuação foi o trabalho feito junto à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), que gerou economia de mais de 2 milhões na aquisição de produtos considerados não estratégicos, como equipamentos, serviços de manutenção e componentes, segundo informações da Mercado Eletrônico.

Além da otimização das compras, o aumento da produtividade também pode ser um fator da redução de custos, a medida que muitos processos são melhor gerenciados e o valor do investimento tem retorno mais rapidamente. “Você tem processos de trabalho que são custosos na área jurídica, e quanto se aumenta a tecnologia para ganhos de produtividade, há economia representativa nisso”, afirmou Mauro Sampaio, diretor da e-Xyon, empresa especializada m software e consultoria para gestão jurídica.

No fim das contas, contudo, o que vale é a própria cabeça. Para quebrar o regime, basta um deslize e, embora a redução inteligente de custos ainda seja assunto novo em muitas empresas, agora é a hora em que elas mais precisam e vão atrás. “Será que todos estão preparados para comprar bem?” questiona Drezett.

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