Segunda-feira, 20 de maio de 2019

ISSN 1983-392X

Universidades Federais lideram em aprovação na OAB

Três universidades federais lideram o ranking de aprovações no exame da OAB: a de Brasília (UnB), com 97,2% de aprovação, a da Bahia (95,2%) e a de Santa Catarina (92,1%). Já a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), ficou em 11º lugar. Essa foi a primeira vez que São Paulo participou da prova unificada nacional, criada em 2007. Por isso, foi possível comparar o desempenho das instituições. Até então, o exame era feito regionalmente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


Exame

Universidades Federais lideram em aprovação na OAB

Três universidades federais lideram o ranking de aprovações no exame da OAB (clique aqui) : a de Brasília (UnB), com 97,2% de aprovação, a da Bahia (95,2%) e a de Santa Catarina (92,1%).

Os mais altos índices de formandos que passaram no exame são de cinco Estados do Nordeste e do Norte. Mas a maior parte dos bacharéis, cerca de 18 mil dos 58 mil que participaram da prova, é de instituições paulistas - São Paulo tem 250 instituições de ensino de Direito e 40 mil bacharéis formados todos os anos.

A Faculdade de Direito do Largo S. Francisco ficou em 11º lugar. Essa foi a primeira vez que SP participou da prova unificada nacional. A segunda melhor instituição de São Paulo foi a Unesp, que teve 66,6% de aprovados e ficou em 28º lugar no país. O Mackenzie teve 63% (37ª posição). A Pontifícia Universidade Católica está no 41º lugar, com 59,7%.

A São Francisco tem o curso de Direito mais antigo do País, com 182 anos. Segundo o diretor João Grandino Rodas, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ranking não reflete necessariamente o resultado da faculdade porque o exame foi feito em maio e junho. "A maioria dos nossos alunos se forma no fim do ano e não faz esta prova." Participaram da prova do primeiro semestre 94 formandos da São Francisco. Segundo Rodas, 460 alunos terminam o curso por ano.

Ex-alunos da USP, também em entrevista ao Estadão, acreditam que o resultado não demonstra queda de qualidade no curso. Para o advogado tributarista Ary Oswaldo Mattos Filho, o fato de a prova ter sido unificada prejudicou formandos de São Paulo. "A ênfase do ensino do Direito aqui e no Nordeste, por exemplo, é diferente." Mattos Filho, que atualmente é diretor da Faculdade de Direito da FGV, diz que houve muitas questões de direito do trabalho e menos de empresarial, por exemplo, área mais desenvolvida pelos cursos paulistas por estarem em um grande centro. "Medir todo mundo pelo mesmo metro dá esse resultado." Para ele, a unificação da prova vai levar alunos para cursinhos.

O professor Celso Lafer diz que o curso é abrangente e que formandos da USP são aprovados em peso em concursos e procurados por grandes escritórios. "Advogar em São Paulo é diferente de advogar na Bahia". Para Dalmo Dallari, essa primeira experiência pode levar a uma unificação de critérios de ensino do direito no País.

"São Paulo tem ótimas faculdades de Direito. Aprovar mais de 60% ou 70% dos candidatos é um bom resultado", diz o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB/SP, Braz Martins Neto. Para ele, o exame unificado evidencia as boas instituições e também o excesso de cursos sem qualidade.

Na avaliação do coordenador da Faculdade de Direito da Unesp, Marcos Simão Figueiras, a tendência é que nos próximos exames os paulistas se saiam melhor. "Qualquer mudança no exame provoca um desconforto e precisa de tempo de adaptação", diz ele, que considerou a prova nacional bem planejada. "É questão de tempo até os alunos estarem mais acostumados, não é problema da prova."

  • Confira abaixo a tabela com os dados numéricos.

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Fonte : O Estado de S. Paulo
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