Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

Tempo para quê?

Analucia Zuliani Réa

Nós, que fazemos parte desse seleto grupo de mulheres maravilhosas, as chamadas "Saias", fomos brindadas outro dia com uma palestra sobre tempo e seu gerenciamento. O tema não é novo, e nem por isso, menos angustiante. Não faltam na net ou por meio de conselhos de colegas de trabalho ou da própria empresa, assim como não faltaram na palestra, dicas, ferramentas e fórmulas que parecem fáceis para gerenciar o tempo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Tempo para quê?

Analucia Zuliani Réa*

Nós, que fazemos parte desse seleto grupo de mulheres maravilhosas, as chamadas "Saias", fomos brindadas outro dia com uma palestra sobre tempo e seu gerenciamento. O tema não é novo, e nem por isso, menos angustiante. Não faltam na net ou por meio de conselhos de colegas de trabalho ou da própria empresa, assim como não faltaram na palestra, dicas, ferramentas e fórmulas que parecem fáceis para gerenciar o tempo. Todos, basicamente, resvalam na organização (xi, complicou...).

No entanto, houve uma abordagem feita pelo palestrante que foi, ao menos para mim, diferenciada e fez cair a famosa ficha. Afinal, queremos tempo para quê?

Por que corremos tanto, estamos sempre devendo, invariavelmente com a sensação de que devíamos ser mães mais atenciosas, namorar mais (principalmente as casadas), passear mais, ir mais ao cinema, desenvolvermos mais controles, relatórios e planilhas do que já o fazemos no trabalho, nos atualizar, ler mais livros, fazer mais networking, cuidar do corpo, do cabelo, da alma – SOCORRO! Não dá tempo!

Então, para nos ajudar a responder à pergunta – tempo para quê? – a dica que me foi muito útil é de colocar em uma folha, em quadrantes, os grandes grupos de interesse PESSOAL, PROFISSIONAL, FAMÍLIA E SOCIAL e, dentro desses grupos os subitens, filha, marido, saúde, desenvolvimento de habilidades gerenciais, encontrar as amigas do colégio, ir aos eventos das "Saias" etc., etc., etc.

Essa visualização facilitou bastante a divisão do tempo, pois nenhum dos quadrantes pode ficar sem nenhum subitem. Afinal, nossa vida não pode ser capenga, tem que ter, ainda que com pesos diferentes, dependendo do estágio de vida de cada uma, um certo equilíbrio entre os quadrantes.

Não obstante, não me iludo, não acredito que seja possível, nos dias atuais, onde somos bombardeadas de informações, exigências, cobranças de todos os tipos e formas, ficarmos completamente livres do sentimento de angústia pela falta de tempo. Mas se ao menos ao desenharmos nossos quadrantes, formos capazes de eleger prioridades e compromissos conosco mesmas que sejam inegociáveis, irretratáveis e irrevogáveis (para não esquecer do juridiquês), certamente nos sentiremos melhores.

Para finalizar, lembrei de uma brincadeira que fizemos no ano passado, de enviarmos metas para o ano de 2010 que estava vindouro no nosso blog do "Saias": algumas coisas bem simples, mas que adiamos, como ir mais ao teatro ou fazer escleroterapia. Mas ontem, ao entrar no mercado e me deparar com decoração de Natal, entrei em pânico e imediatamente rememorei minhas promessas de ano novo – culpa! Não cumpri, não fui nem ao teatro (infantil não conta), nem queimei meus vasinhos durante os 10 meses que já se passaram de 2010.

Bom, o ano ainda não acabou e cuidar de mim e do meu relacionamento foi eleito como prioridade quando fiz meus quadrantes, assim, vou entrar na internet agora e escolher uma peça bem especial para ir com o marido no final de semana e procurar e marcar o médico vascular! Se der tempo... pois preciso entrar numa reunião.

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*Assessora Jurídica do Grupo Schain e integrante do grupo Jurídico de Saias








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