Quinta-feira, 19 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

A importância da comunicação no universo jurídico

Maria Olívia Machado e Ana Barros

Ser capaz de comunicar com assertividade, vale dizer, de forma clara e objetiva, por qualquer que seja o meio, sustenta o papel de um bom advogado.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Independentemente do tamanho do seu escritório – seja ele pequeno, médio ou grande – é necessário que o advogado saiba se comunicar para atingir o sucesso.

O principal objetivo da comunicação é transmitir uma mensagem de forma clara e sem ambiguidades. Por mais óbvio que este conceito possa parecer, ele não é fácil de ser atingido e, independente de estarmos na era da comunicação, continua sendo um dos grandes geradores de conflitos e falta de produtividade no dia a dia do trabalho.

Por outro lado, ser capaz de comunicar com assertividade, vale dizer, de forma clara e objetiva, por qualquer que seja o meio, sustenta o papel de um bom advogado. Isso ocorre porque o seu trabalho engloba, em grande parte, ser capaz de aconselhar e negociar de forma eficaz com os seus clientes, como também garantir que determinado negócio corra bem. O uso de uma linguagem clara e sucinta é algo bem avaliado por clientes, colaboradores, parceiros, etc. A boa comunicação é um aspecto fundamental que irá ajudá-lo a emitir ideias e conselhos, gerando uma maior confiança em todos aqueles que estão ao seu redor.

Um dos erros fundamentais numa boa comunicação é presumir que aquilo que se comunicou foi compreendido pelo interlocutor. Muitas vezes, a ideia nos é tão simples e clara que temos certeza que a pessoa a entendeu. Acredite que, muitas vezes, não é isso que acontece. Para evitar este problema, cheque pedindo-lhe para repetir ou parafrasear aquilo que lhe foi dito. Outra maneira interessante é verificar com perguntas se foi claro sobre o assunto para assegurar que não houve má interpretação.

Mais um erro grave é não saber usar o meio adequado para comunicar determinada situação. Há momentos em que algumas notícias, especialmente as ruins, não devem ser dadas de forma escrita. É importante falar pessoalmente ou pelo telefone com a outra parte. Meios escritos não permitem que nuances do tom de voz ou da linguagem corporal possam ser usados para diminuir o impacto negativo que ela possa trazer. Além disso, quando se fala com a outra pessoa diretamente é possível captar sinais emitidos pelo seu corpo ou pela sua voz de que não esteja entendendo a mensagem ou se sentindo muito desconfortável, o que possibilita remediar a situação na mesma hora, ajudando para que a relação flua e continue a ser construída de forma positiva e com base na confiança.

Outro problema é evitar conversar quando o tema a ser tratado é um pouco mais delicado, a exemplo dos feedbacks. Passar por cima destas questões é uma excelente forma de dar vazão a problemas futuros mais graves e maiores. O importante é não deixar estes pequenos pontos se transformarem numa bola de neve. A melhor maneira de lidar com isso é se preparar para estas conversas. Aprender a dar retornos de maneira objetiva mostrando para a pessoa, o fato, o comportamento e o impacto para que ela entenda a situação. Daí em diante, ajudá-la traçar um plano de como agir mais adequadamente numa próxima vez que venha se deparar com uma situação parecida.

Pense na quantidade de vezes que você se comunica com as pessoas ao longo do dia. E-mails, reuniões, conferências, relatórios, apresentações, audiências e por aí vai... Se você acredita que tem dificuldades em algum destes quesitos ou outros tantos que envolvam uma boa comunicação, a notícia positiva é que existem ótimos métodos para desenvolvê-la e torná-la mais assertiva. Com a ajuda de um profissional qualificado é possível atingir um patamar bastante satisfatório com a mudança de algumas atitudes na hora de se comunicar.

______________________

*Maria Olívia Machado é coach, advogada e sócia da Thelema Coaching para Advogados.







*Ana Barros é coach, advogada e sócia da Thelema Coaching para Advogados.

últimos artigos

Plano de parentalidade

Fernanda Amany Nicolai Honda e Camilo Luiz Barros

Ribeirinhos e a concepção de propriedade coletiva da yerra

Erika Cristiane Pinheiro de Melo e Walder Araújo de Oliveira

A desconsideração da personalidade jurídica no âmbito previdenciário: evolução da legislação até a MP da liberdade econômica

Cristiane I. Matsumoto e Lucas Barbosa Oliveira

Conexão: IA + Direito = Oportunidades?

Thiago Martins

Estupro virtual e sua possível tipificação penal

Fábio Presoti Passos e Raphael Luiz de Oliveira Nolasco