Terça-feira, 25 de junho de 2019

ISSN 1983-392X

Banda larga - parte II

Luiz Flávio Gomes

No Brasil o acesso à banda larga ainda é muito caro e pouco eficiente. A internet japonesa, sem sombra de dúvida, é o sonho de consumo de todo habitante (plugado) do planeta. Por mais ou menos 70 reais é possível ter acesso (no Japão) a uma internet de 100 Mbps (4 seria o necessário, 12 seria extraordinário) (cf. El País de 16.09.09, p. 24). Metade da população japonesa já navega nessa velocidade (100 Mbps). Coréia do Sul é o segundo país do mundo em maior velocidade na internet (média de 45 Mbps).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Banda larga - parte II

Luiz Flávio Gomes*

No Brasil o acesso à banda larga ainda é muito caro e pouco eficiente. A internet japonesa, sem sombra de dúvida, é o sonho de consumo de todo habitante (plugado) do planeta. Por mais ou menos 70 reais é possível ter acesso (no Japão) a uma internet de 100 Mbps (4 seria o necessário, 12 seria extraordinário) (cf. El País de 16/9/09, p. 24). Metade da população japonesa já navega nessa velocidade (100 Mbps). Coréia do Sul é o segundo país do mundo em maior velocidade na internet (média de 45 Mbps).

Os países asiáticos citados, em matéria de banda larga, estão muito à frente dos demais. Neles a segregação digital diminui a cada dia. O século XIX foi marcado pela segregação cultural (poucos tinham acesso às informações). O século XX foi marcado pelas segregações raciais e espaciais. Algumas ainda perduram, mesmo depois da queda do muro de Berlim (novembro de 1989). Aliás, essa queda transmitiu a sensação de que os vários muros segregacionais do século XX (de Israel, das duas Coréias, entre Ceuta e Melila, entre México e EUA) fossem todos destruídos. Não foi isso o que ocorreu. Eles continuam, mas no século XXI a maior segregação é, sem sombra de dúvida, a digital.

Milhões e milhões de pessoas ainda não possuem conexão com a internet. Uma população maior ainda não conta com acesso à banda larga. Brasil se insere dentre os países de pior classificação nesse item. Como se vê, há muito que se fazer nessa área, que constitui um dos gargalos que temos que superar para se alcançar o progresso desejado (Brasil como quinto país do mundo).

Em 2014 vamos sediar a Copa do Mundo. Em 2016 o Rio de Janeiro será o palco das Olimpíadas. Aqui temos dois excelentes pretextos para jogar duramente na evolução da banda larga. Tanto no Japão como na Coréia do Sul o desenvolvimento nessa área se deu por meio de programas governamentais. No Brasil, ao que tudo sugere, é possível que dois programas venham a prosperar: um público e outro privado. O privado para aqueles que contam com disponibilidade financeira, o público para atender populações de baixa renda.

A telemedicina, a tele-educação etc. dependem desses avanços tecnológicos. O domínio da internet está nas mãos dos EUA (Google, Microsoft, Yahoo, Facebook etc.). A dianteira da banda larga está nas mãos dos países asiáticos. É nesse contexto de amplo predomínio externo que o Brasil deve se inserir. Tanto o desenvolvimento econômico como o individual está atrelado ao chamado potencial emancipatório das redes digitais. Mas essa emancipação pressupõe, lógico, que a população brasileira massivamente tenha acesso à internet rápida.

O Brasil é o quinto país do mundo em celulares (150 milhões no final de 2008) e na internet (segundo a ONU). Em setembro de 2009 alcançamos a marca de 166 milhões de celulares. Isso ainda está longe da China (641 milhões), Índia (346 milhões), EUA (270 milhões) e Rússia (187 milhões), mas já representa um avanço notável. Em 2008 o Brasil tinha 50 milhões de pessoas conectadas à internet. Chegou a 65 milhões em julho de 2009.

Brasil é o primeiro país do mundo em tempo de navegação na internet. Isso vai se alterar extraordinariamente quando a banda larga for totalmente difundida entre nós. Aqui reside um dos nossos grandes desafios. Avante!

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*Diretor Presidente da Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes







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