Direito Digit@l

11/9/2015
Leonardo Pinho Rodrigues da Motta

"Apesar de discordar do seu parecer, pois na minha opinião cabe a prefeitura decidir sobre a quantidade de carros independente, se estão fazendo transporte ou não, que podem circular pela cidade (Direito Digital - 11/9/12 - clique aqui). Inclusive em relação ao rodízio em SP o STF através da então ministra Ellen Grace foi claro ao expor que cabe sim a prefeitura limitar ou não o número de carros nas cidades. Mas ao meu ver o problema do Uber não seria esse, e sim a insustentável prestação do serviço por seus 'parceiros' a médio e longo prazo. Todos sabemos que no Brasil o Uber permitiu carro em nome de terceiros, criando assim o sistema de aluguel de carros a motoristas, a verdadeira diária bilateral, onde o motorista paga 200 ao dono do carro e 20% pra Uber! Já tem muitos insatisfeitos com isso. Mas até para quem dirige o próprio carro a coisa já não anda bem, pois cobrar o preço de táxi comum e oferecer um serviço de luxo e ainda perder 20% pra Uber não é sustentável. Numa conta simples, como disse o diretor do Uber, em média o 'parceiro' faz 7.000 bruto num mês, perde 20% pra uber sobra 5.600, uma prestação de um fusion por exemplo em 36x passa de 2.500, já sobra pouco mais de 3.000, o seguro com prêmio para passageiros não fica por menos de 500, já sobra só 2.500. Desses o motorista tira combustível, almoço, manutenção, IPVA... Enfim, pesquise e verá que por enquanto o Uber dá prêmios semanais a motoristas que batem metas de x corridas, porém isso é só no início. É ilusão da classe media achar que pode ter um serviço de luxo americano pagando valor de táxi comum."

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