Eduardo Cunha

20/11/2015
Pedro Luís de Campos Vergueiro

"Com a devida vênia, o ministro Marco Aurélio Mello foi além dos limites que sua posição funcional e institucional permite. Como ministro do Supremo Tribunal Federal não pode, nem deve, proferir manifestações sobre questões que um dia poderá vir a participar do julgamento. Mudez, então? Não, certamente, porque é também um cidadão brasileiro. Mas se quer falar, que fale generalidades sobre o assunto em pauta. Assim, não podia dizer que o Cunha, presidente da Câmara dos Deputados deveria afastar-se espontaneamente de seu posto e, até, de seu cargo de deputado Federal. Como o fez, como disse, nada mais fez do que proferir um juízo prévio da sua eventual apreciação do problema quando ela vier a ser submetida à Corte, o que é uma coisa que certamente virá a acontecer. Não devia dizer as coisas que disse e como disse ('a saída de Cunha representaria um gesto de grandeza... Nós precisaríamos aí de uma grandeza maior para no contexto haver o afastamento espontâneo. Quem sabe até a renúncia ao próprio mandato') que, portanto, o afastamento do Cunha é necessário para por fim a crise institucional em que vive este nosso país. Se queria falar, deveria dizer apenas das opções que o Cunha poderia de tomar na sua atual conjuntura política e, também, pessoal. Opções, sem dizer qual, pois entre elas até um suicídio pode ser válido."

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