Artigo - E o desembargador perguntou ao candidato: "– Doutor, qual a diferença entre ab-rogar e ad-rogar?"

16/1/2007
Dante Tadeu de Santana – escritório Tadeu de Santana, Croce e Minetto Advogados Associados

"Sobre a matéria intitulada 'E o desembargador perguntou ao candidato' (Migalhas 1.573 – 12/1/07 – "Vejam só:", Eduardo Sabbag – clique aqui) que tal perguntar aos Juízes hoje em atividade, qual o significado dos termos ab-rogar e ad-rogar; e mais, sub-rogar e ob-rogar? Esta última eu faria também ao zeloso desembargador? Com certeza vamos ficar boquiabertos com o resultado! É muito fácil a posição de quem questiona uma vez que leva as perguntas preparadas; invertamos as posições, e deixemos o caçador passar a ser a caça. E mais, porque ironizar candidatos? Estes devem ser antes de tudo respeitados pois preparados ou não, a sua pretensão outra não é senão a de ingressar na 'MAGISTRATURA NACIONAL', que hoje se escreve com letra maiúscula (sem tom de ironia; as notícias veiculadas pela imprensa falada, escrita e televisada estão aí e não levam a outra conclusão). Portanto a meu ver foi o desembargador citado desrespeitoso com a sua ironia frente ao candidato e o candidato impedido de ingressar nos quadros da magistratura por não saber o significado de ab-rogação e ad-rogação. Que não se perca de vista a necessidade de um magistrado saber o significado das palavras acima citadas, mas também lhe seja perguntado o significado de termos como ética, probidade, equilíbrio para judicar, honestidade, imparcialidade, etc. ..., sem ironia."

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