Migalheiro em Belém

17/1/2007
Cleanto Farina Weidlich - migalheiro, Carazinho/RS

"Último dia em Belém, ...

 

Belém, ... do bem,

Belém, ... além,

Belém, ... do trem,

Belém, ... meu bem.

 

Sombra das suas mangueiras,

bora vou chorando esses versos,

procurar outras trincheiras,

no nosso mundo perverso.

 

Hoje foi dia especial,

ansiando os últimos mimos,

encontramos manancial,

um poeta com seus signos.

 

Ele é o autor do hino,

da Ilha do Marajó,

que cruzou nosso destino,

tremendo de carimbó.

 

De Óbidos um Patativa,

que veio pra V. de Nazaré,

com idéia e vida ativa,

c'a grandeza do Assaré.

 

Seu nome Eduardo Dias,

um poeta meio chucro,

irmão de tantos Marias,

foi batizado com lucro.

 

Um quebra-costela gaúcho,

aos que fizeram a festa,

Carol, c'a jaca de luxo,

Roberta, ... um beijo na testa.

 

Ao Rogério e seu 'bolinha',

com suas ilhas evilhanas,

deixo um de quebrar a espinha,

no embarque da chalana.

 

O Ver-o-peso me chama,

lá perto lanço meu grito,

inspirado em mulher=dama,

chega a noite vou pro agito.

 

Deixo um abraço também,

do tamanho da Amazônia,

paraúchos de Belém,

que me tiraram a insônia.

 

Saindo de Belém."

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