Artigo - O sucateamento das forças armadas e as ameaças externas

14/1/2008
Paulo Duarte – advogado, OAB/RN 6.175, Natal/RN

"Voltando ao batente após férias maravilhosas na terra de José de Alencar e de Fagner – Ceará (“As velas do Mucuripe vão sair para pescar...”) leio um artigo simplesmente irrepreensível em todos os aspectos (forma concisa, mas com conteúdo perfeito) (Migalhas 1.807 – 27/12/07 – "Forças", Sylvia Romano – clique aqui). Não penso que seja falta de patriotismo ou ódio à nação brasileira não querer: Forças Armadas (FFAA) nacionais atualizadas; bem equipadas; e com seus recursos humanos (mulheres e homens brasileiros – cidadãos trabalhadores com famílias e necessidades como nós) motivados, respeitados, remunerados de forma proporcional/justa/condigna e bem adestrados. Posso crer que, para poucos, é puro revanchismo, mas para a maioria é, mesmo, muita falta de conhecimento sobre o assunto dizer-se que, se houver algum conflito, qualquer um cidadão pode pegar em armamento para defender nossas terras, águas e ares. Pensam que basta, na entrada em eventual conflito externo, entregar a leigos algumas armas (pistolas, metralhadoras automáticas e fuzis), equipagens, belonaves (navios-aeródromos e seus aviões e helicópteros), aeronaves (caças supersônicos) e estaríamos a altura da defesa da pátria (outros exemplos poderiam ser fornecidos para se refletir sobre a complexidade do assunto). Tenho convicção de que existem juízes que enviam por sentença condenatória (promotores que requerem o envio), insensivelmente, seres humanos para as cadeias/prisões, mas sem nunca terem adentrado em uma delas e feito algo para a sinistra situação de carceragem e sistema prisional brasileiro (falta de 'ativismo jurídico'). De modo análogo, também devem existir advogados e migalheiros que já devem ter até idade avançada, mas nunca entraram em um navio de guerra ou em uma aeronave militar e estão a criticar, negativamente, o conteúdo do artigo (migalha de peso) brilhante colega Advogada Sylvia Romano, e isso sem se dar ao trabalho de estudar o assunto e averiguar, in loco, o que se passa – puro desconhecimento sobre o tema. Considero a maior falha das nossas FFAA – falta de divulgação de seus valiosos e necessários serviços, bem como convites para que membros de todos os segmentos da sociedade, como um todo, conheçam o que se faz a bordo de navios, quartéis, bases aéreas, bases navais... É isso aí: viva a liberdade de expressão (Segundo o nosso ministro nordestino no STF Carlos Ayres Britto, em um julgado: '... a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade...'). Com efeito, no Brasil pode-se falar de tudo, até sem se saber de nada! Concidadãos e migalheiros, atentai bem ao que já dizia o grande jurista pátrio Rui Barbosa: 'Esquadras não se improvisam'! Saudações humanísticas e democráticas,"

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