Masp

21/1/2008
Maria Gilka Bastos da Cunha

"Prezado Senhor. Hoje Migalhas publicou duas notícias relativas a arte. A abertura da exposição de Tarsila do Amaral, e outra sobre o Masp (Migalhas 1.821 – 18/1/08). Ambas muito auspiciosas, para quem é artista plástica. Duas coisas me intrigam, já perguntei, já li mas não encontrei nenhuma explicação do porque uma artista plástica com o talento os conhecimentos e a beleza física, de Tarsila do Amaral, depois de 12 anos da Semana de Arte Moderna, cujo objetivo era quebrar todos os laços com a arte estabelecida na época, ou seja, o academismo, com suas regras rígidas, inscreve suas obras no I Salão Paulista de Belas Artes. O Salão Paulista de Belas Artes foi criado por um Decreto, justamente para combater o que na época se achava que era a degradação do belo, visto como bom. E por falar em Salão de Arte, a Secretaria de Estado da Cultura, junto com a Associação Paulista dos Amigos da Arte (uma organização social criada para administrar os teatros Sergio Cardoso e São Pedro) estão realizando o I Salão de Belas Artes de São Paulo. O Diário Oficial-Executivo publicou dia 8 de janeiro de 2008 uma reportagem de capa sobre a inauguração desse Salão. Não sei se por falta de informações corretas ou se de má-fé mesmo, há no texto assinado pela jornalista Maria das Graças Leocádia, da Agência Imprensa Oficial, perolas como está: 'Reider, aos 34 anos, já foi premiado no I Salão de Belas Artes, em edições anteriores, com medalhas de bronze e prata'. E continua: 'O artista Pedro Alexandrino por exemplo, conquistou ouro nos anos 1930' Para quem acha que é muita 'pérola' em tão poucos parágrafos ainda mais numa imprensa oficial, tem mais: 'A professora aposentada acompanha as atividades do salão há mais de 70 anos'. 'O Salão começou com um grupo de pintores que resolveram se unir, entre eles, Ianelli, Durval Pereira, Cimino'. Enviei um e-mail para sac@imprensaoficial.com.br apontando os erros. Um Primeiro Salão de Belas artes de São Paulo não tem edições anteriores, não deu prêmio para artista em 1930, e nem a professora pode estar nele há 70 anos, e também não começou com os pintores citados, só se foi numa seção espírita. Errar é humano, não reconhecer e concertar é inaceitável. A Lei 12.497, de 26 de dezembro de 2006, revogou todas as Leis em desuso, de 1947 a 1952, e nessa leva revogou também a Lei 978/51 que manteve o Salão Paulista de Belas Artes, (criado por um Decreto em 1930) e criou o Salão Paulista de Arte Moderna. O I Salão de Belas de São Paulo está sendo realizado com um regulamento redigido pela SEC, e assim sendo os artistas que se inscreveram estavam de acordo com ele. Da organização do I Salão de Belas artes não há o que reclamar. O que é inaceitável é, tanto a imprensa oficial não corrigir a sua publicação que confunde o leitor, dando a impressão que o I Salão de Belas Artes de São Paulo é uma continuação do 54 Salão Paulista de Belas Artes, quando ao ser revogada a Lei que o regia extinguiu também o Salão. A ouvidoria da SEC recebeu a minha reclamação e até hoje não respondeu. Agradeço sua atenção, Um grande abraço. PS.: Este I Salão de Belas Artes de São Paulo, além do regulamento idêntico ao do 54 SPBA, e em comum que com ele, que também não distribuiu os catálogos aos artistas inscritos"

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