segunda-feira, 28 de setembro de 2020

MIGALHAS QUENTES

Resultado do Sorteio do catálogo-livro da mostra "Tarsila Viajante"


Sorteio de obra

Migalhas tem a honra de sortear o belíssimo catálogo da mostra "Tarsila Viajante" (160 p.), gentilmente oferecido pelo escritório Demarest e Almeida Advogados.

Sobre a obra :

Celebrar 60 anos como um dos grandes escritórios brasileiros de advocacia é um momento especial e de profundo orgulho para todos do escritório Demarest e Almeida Advogados. Mais do que brindar esta data entre amigos, decidiu-se presentear a população brasileira, patrocinando a mostra Tarsila Viajante, um reencontro com 150 obras dessa dama do Modernismo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Entende-se que a arte deve estar presente em todos os momentos da vida do ser humano não apenas como formação estética ou cultural, mas como um conceito amplo de vida. A arte de fazer amigos, de formar família, de ser bem-sucedido profissionalmente, de olhar o próximo com respeito e benevolência. Enfim, a arte de viver bem.

Advogar, para Demarest e Almeida Advogados, também é uma arte que se desenha no relacionamento com os clientes e se escreve com profissionalismo, qualidade e responsabilidade social. Por isso, nestes 60 anos, nada melhor do que comemorar unindo Advocacia e Arte, ambas produzidas no Brasil e com a maior qualidade.

Tudo começou em fevereiro de 2006, quando a Pinacoteca do Estado e a Base7 Projetos Culturais iniciaram, em parceria, um projeto de catalogação da obra de Tarsila do Amaral, com a consultoria de Aracy Amaral. Desenvolvido a partir das pesquisas iniciadas na década de 70 por essa historiadora de arte - que constituem referência obrigatória para o estudo da obra da artista.

A exposição Tarsila Viajante é resultado desse projeto, que, ao identificar um grande número de trabalhos da artista, permitiu novos olhares sobre essa produção emblemática do modernismo brasileiro.

A curadoria da mostra está a cargo de Regina Teixeira de Barros, da Pinacoteca do Estado, que coordenou o grupo de pesquisa do projeto de catalogação da obra de Tarsila, e conta com a fundamental consultoria de Aracy Amaral.

Tendo essas viagens como tema, a exposição foi divida em seis partes :

1. Anos de formação :

Em 1920, Tarsila leva a filha a um colégio interno em Londres. Em seguida, vai a Paris, matricula-se na tradicional Académie Julian e, logo depois, passa a freqüentar a academia de Emile Renard, de perfil mais livre. Durante tal período, viaja diversas vezes a Londres para visitar a filha, vai à Espanha (1921) e, antes de retornar ao Brasil, passa por Veneza. Essa época resultou nas pinturas Grande Avenida, Vista do Hotel de Paris e Rua de Segóvia.

2. Ensaios modernistas :

Quando regressa a São Paulo, em junho de 1922, Tarsila conhece os artistas e intelectuais que haviam participado da Semana de Arte Moderna, realizada no início do mesmo ano. A partir de então, aguça seu olhar para a arte moderna. Em dezembro de 1922, retorna a Paris e, no início de 1923, viaja a Portugal e Espanha em companhia de Oswald de Andrade. De volta à França, estuda com os mestres cubistas Lhote, Gleizes e Léger. Em meados de 1923, o casal passa pela Suíça e faz um tour pela Itália. No final do ano, voltam ao Brasil. São dessa época as pinturas Pont Neuf, de influência cubista, e Rio de Janeiro, vista estilizada da Baia de Guanabara, além de cadernos de registros e desenhos dos locais visitados.

3. O "descobrimento" do Brasil :

Em 1924, Tarsila passa o Carnaval no Rio de Janeiro, acompanhada pelo poeta franco-suíço Blaise Cendrars e por um grupo de modernistas paulistas. O mesmo grupo segue na Semana Santa para as cidades históricas de Minas Gerais, onde a pintora se encanta com as raízes coloniais brasileiras. Resulta dessas viagens uma série de pinturas, nas quais Tarsila registrou elementos das paisagens carioca e mineira: Carnaval em Madureira, E.F.C.B., Morro da Favela, Palmeiras e O Mamoeiro. Além das paisagens e arquitetura barroca, Tarsila interessou-se por elementos da cultura popular, que originaram pinturas como O Vendedor de Frutas, Feira I e Feira II, Anjos, Religião Brasileira e Romance. A capital paulista é tema das pinturas São Paulo (Gazo) e São Paulo, sendo esta uma estilização do Parque do Anhangabaú, no Centro da cidade.

4. Viagem ao Oriente Médio :

No final de 1925, Tarsila retorna a Paris. Em janeiro de 1926, embarca com um grupo de amigos para uma viagem pelo Oriente Médio. Munida de caderninhos de anotações, registra diversas paisagens do Egito, Grécia, Chipre, Israel, Turquia e Líbano. A exposição Tarsila Viajante apresentará cerca de 20 desenhos inéditos que fazem parte desse conjunto.

5. Brasil mágico :

A busca de brasilidade iniciada em 1924 ganha outro viés a partir de 1928, quando Tarsila busca inspiração nas histórias de assombrações, lendas e superstições ouvidas na fazenda onde passou sua infância. Surgem então as "paisagens antropofágicas", habitadas por seres fantásticos e vegetação exuberante. São dessa fase as pinturas Cartão-postal, Sol poente, O lago, A lua, Manacá, O sono, Antropofagia, Abaporu e A Negra, além de uma série de desenhos com o mesmo conteúdo.

6. Viagem à União Soviética :

Depois da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e a conseqüente crise do café, as luxuosas viagens de Tarsila chegam ao fim - assim como seu casamento com Oswald de Andrade. Também em 1929, Tarsila pinta algumas das telas mais intrigantes de sua produção do fim dos anos 20 e algumas telas contraditórias. Em 1931, Tarsila vende alguns quadros de sua coleção particular para levantar recursos para uma viagem à União Soviética com seu novo companheiro, Osório César, intelectual de esquerda e jovem médico dedicado à expressão artística entre os alienados. Com a venda da tela Pescador por 5 mil rublos pelo Museu de Artes Ocidentais, o casal viaja a Moscou, Leningrado e Odessa. Na volta à Paris, passa por Ialta, Sebastopol, Constantinopla, Belgrado e Berlim. Tarsila registra estas cidades em diversos desenhos, mas não produz quadros inspirados na paisagem russa.

De julho a setembro ocorre a Revolução Constitucionalista em São Paulo, contra o governo de Getúlio Vargas. Tarsila é presa por cerca de um mês no Presídio do Paraíso, na capital paulista, em conseqüência de sua viagem à URSS e da presença em reuniões de esquerda. Para a artista, é um choque a experiência da detenção. Tarsila pinta seus dois grandes quadros sociais,
Operários e Segunda classe, em seu apartamento na Alameda Barão de Limeira, em São Paulo.

Sobre a artista :

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, interior de São Paulo, em 1886. Entre 1920 e 1933, período mais significativo de sua produção visitou diversas vezes a Europa, e conheceu também o Oriente Médio e a Rússia. Os intervalos dessas viagens passou numa fazenda no interior de São Paulo. Toda essa vivência influenciou diretamente na sua produção artística. Tarsila é uma das artistas que melhor representa a arte brasileira. Suas obras modernistas causaram polêmica nos anos 1920 e um de seus quadros, Abaporu, inspirou o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, que comemora 80 anos. Com o passar do tempo, surgiram novas abordagens e reflexões sobre a obra da artista. Tarsila faleceu em São Paulo, em 17/1/1973.

Serviço :

Tarsila Viajante

  • Data: de 19/1 à 16/3
  • Local: Pinacoteca do Estado de SP (praça da Luz, 2 - Luz).
  • Horários: de terça a domingo, das 10h às 18h.
  • Contato: (11) 3229-9844

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 Resultado :

  • Renan Ferraciolli, advogado do escritório Lopez Fonzaghi Advogados, de São Paulo/SP

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Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 1/1/1900 12:00