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ISSN 1983-392X

Editorial

terça-feira, 3 de março de 2015


Quem espera hoje à tarde uma hecatombe em Brasília, por conta do pedido de investigação do procurador-Geral, pode ir tirando o cavalinho da chuva. A montanha vai parir um rato. Isso porque será, por enquanto, um pedido de investigação, ainda toldado pelo segredo de Justiça. Diz-se que o procurador irá pedir o fim do sigilo. Mas isso depende de posterior decisão do STF. Ou seja, amanhã o dia amanhecerá como hoje. O que se deve ter em mente é se o parquet, titular da ação, terá "interesse" em aprofundar as investigações, e se a persecução penal terá vigor mesmo diante de nomes poderosos. Não se pode, de antemão, dizer que há pusilanimidade. Mas é preciso ficar atento. Temer eventual crise política, não é motivo para que não se vá às raízes desse mal que é a corrupção. Estamos diante de uma oportunidade única de mudar nossa matriz política. Feridas serão abertas, problemas vão surgir. Não será indolor. Mas devemos curá-las e enfrentá-los. Estamos diante de nosso Cabo do Medo. E o poeta Fernando Pessoa já dizia que para passar além do Bojador é preciso passar além da dor.

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