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ISSN 1983-392X

Do limão, uma limonada

segunda-feira, 13 de abril de 2015


Assim como fez no fim do ano, ontem o Fantástico, da Rede Globo, trouxe depoimento de nova carcereira que teria ouvido falar de Ana Carolina Jatobá (Caso Nardoni), que o advogado Antonio Nardoni, seu sogro, teria sugerido a simulação de um acidente. Segundo a carcereira, Ana Carolina teria batido na pobre menina Isabella. Esta, por seu turno, parou de respirar, provavelmente por uma apneia. Acreditaram, assim, que a menina estivesse morta. A madrasta, então, teria ligado para o sogro que, segundo a depoente, sugeriu que fizessem parecer que a suposta morte fosse um acidente. No desespero, o pai joga a filha, que acreditava morta, do 6º andar, tentando simular uma queda. Ao chegar embaixo, depara-se com uma cena desesperadora : a filha agonizava. Ou seja, a menina ainda estava viva. Esta é, em apertada síntese, a novel versão. Nesse caso, vejamos as culpabilidades. Ana Carolina responderia por lesão corporal, uma vez que bateu na menina, mas, embora achasse que sim, não a matou. O pai, tendo jogado a filha que supunha morta, pratica ato culposo, porque ausente a intenção de matar (ela já estava, na sua imaginação, desfalecida). E, sendo culposo, a pena de ter matado a filha por engano já estaria mais do que suficientemente aplicada ; a justiça divina se encarrega do resto. O avô teria tido participação atípica porque, s.m.j., não é possível estabelecer um concurso de pessoas num telefonema de trinta e dois segundos. Enfim, o que se quer dizer é que, mais do que uma testemunha com o fito de incriminar mais alguém, ao que parece apareceu um fato novo a justificar a revisão criminal.