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ISSN 1983-392X

Eleições diretas

sexta-feira, 17 de abril de 2015


As eleições estaduais na OAB ocorrem no fim deste ano. Elas se dão, como se sabe, por eleição direta. Todos os causídicos votam. Mas a eleição para bâtonnier Federal se dá, anacronicamente, por via indireta. Na última sessão do Conselho Federal, que ocorreu nesta terça-feira, foi colocada em pauta a proposta de realização de um democrático plebiscito para consultar os advogados sobre as eleições diretas também para o presidente Nacional. Trata-se de ideia antiga, e que vem sendo amplamente debatida. Mas inesperadamente retirou-se a questão da pauta. Deliberou-se por criar uma nova Comissão para analisar a realização do plebiscito. Com efeito, para que a resposta possa ser entendível, é necessário que a pergunta seja adequadamente formulada. E como se trata de um órgão nacional, é preciso observar certas regras que mantenham a estrutura federalizada. Há, por exemplo, alvissareira divisão na diretoria da OAB por regiões do país, coisa que bem se poderia manter. Há, também, revezamento entre as regiões que ocupam a diretoria. Enfim, são coisas que precisam ser pensadas. O que não concebe é que há 30 anos podemos escolher o presidente da República, mas a maioria dos causídicos nem sequer sabe como se escolhe seu presidente do Conselho Federal. É como tem dito o atual presidente da OAB, Marcus Vinícius, "para os males da democracia, só há um remédio : mais democracia". Oxalá.

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