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ISSN 1983-392X

Fim da linha

sexta-feira, 31 de julho de 2015


"De coragem a coragem, entre a de morrer e a de matar, qual será, senhores, a coragem humana ? A coragem de matar é a do bruto, a do louco, a do criminoso. A coragem de morrer é a do soldado, mas é também a do missionário, a do juiz, a do advogado."

Rui Barbosa

Fim da linha

Voltando de férias em Miami, Beatriz Catta Preta revela em entrevista ao eficiente jornalista César Tralli, divulgada no JN, que encerrou a carreira de advogada. "Eu fechei o escritório." A razão ? Está se sentindo ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras.

Editorial

Quer dizer que a advogada se sentiu "veladamente" ameaçada, insinua que as ameaças teriam vindo de parlamentares, e por conta disso abandona a carreira ? Faz, então, muito bem. E faz bem à advocacia. A indumentária do causídico não é para pusilânimes ou ignavos. A advocacia, a magistratura, o parquet, a polícia, e por que não dizer os jornalistas, todos têm fartas histórias para contar sobre isso. Todavia, bravatas cifradas (seja lá o que for isso) não podem servir de justificativa para ninguém desistir de nada, ainda mais de um sacerdócio. Sim, sacerdócio, porque é isso que é a advocacia. Defender uma pessoa, ainda mais num processo criminal, é das coisas mais nobres e honrosas que podem existir. Imagine, leitor, se o juiz Moro, se os jovens procuradores da República, se os policiais, resolvessem agora desistir.... Ou alguém duvida que eles, diariamente, estão sofrendo pressões. Mas, ainda bem, não se acobardam. E isso porque o bacharel em Direito deve agir, sempre, com desassombro. Relembrando Pessoa, "navegar é preciso ; viver não é preciso".

Equilíbrio constitucional

O ministro Lewandowski proferiu memorável decisão em HC desobrigando a (ex ?) advogada Beatriz Catta Preta do comparecimento à CPI da Petrobras. O HC preventivo foi impetrado pelo presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, para que as prerrogativas da advocacia fossem respeitadas. Em lapidar decisão, o ministro deixou claro ser "inadmissível que autoridades com poderes investigativos desbordem de suas atribuições para transformar defensores em investigados, subvertendo a ordem jurídica".

Advogados da Lava Jato

Como se sabe, a operação Lava Jato está movimentando muitos escritórios de advocacia do Brasil. Contabilizando até o momento mais de uma centena de pessoas, entre réus e investigados, os defensores dos acusados assumiram trabalho hercúleo. Com relação às delações premiadas já é possível enumerar 24 acordos firmados – seis deles em condição sigilosa. Conheça os advogados e as respectivas bancas que representam os delatores.

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