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ISSN 1983-392X

Elogios à sobriedade do relator da Lava Jato

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016


Um vai, outro fica ?

O ministro Teori Zavascki, ao negar o remédio heroico para Duque, destacou que às vezes tem acontecido na Lava Jato a monstruosa (!) situação em que o "juiz se adianta ao papel acusatório e o Ministério Público vem a reboque, como espectador quase desinteressado". O ministro disse que causa assombro o fato de o juiz, a partir de fortes elementos que indiquem a materialidade, decretar a preventiva e o MP demorar tanto para denunciar. No caso do referido paciente, a denúncia se deu meses após a prisão. Ouça, de viva voz, o chamamento zavasckiano.

Encômios

É bem o momento de deixar registrado nestas virtuais páginas os maiores panegíricos ao ministro Teori Zavascki. E não por soltar ou prender, não por ser linha dura ou liberal. Não, nada disso. Isso faz parte do direito do magistrado de livre apreciação das provas. E é bom que assim continue. Os elogios aqui são para a sobriedade com que o ministro vem conduzindo a relatoria deste feito. De fato, a seriedade com que S. Exa. trabalha é um alento para a sociedade num processo tão tormentoso quanto este.

Impossível não comparar

No caso da Lava Jato, o ministro Teori, como relator, tem sido, no linguajar dos criminalistas, relativamente mão pesada. Pois bem. Serve de lição para os leigos, de que é possível ser um juiz ou ministro severo sem que com isso seja preciso posar de Batman. É possível ser duro mantendo-se sentado, falando baixo, argumentando sem alterar a voz, debatendo sem ofender, respeitando o colega que lhe é contrário. Por essas e outras é que certas situações vividas há pouco não deixaram saudade alguma e dentro em breve vão constar apenas no anedotário da Casa.

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