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ISSN 1983-392X

Michelhão, as notícias envolvendo R$ 1 milhão que cercam o presidente Temer

quinta-feira, 7 de junho de 2018


É quase que diária a chuva de notícias acerca das negociatas do Coronel Lima, o longa manus de Temer. Curioso notar que havia um certo tabelamento de valores, a mostrar que a saída nesse caso dos fretes dos caminhoneiros, de fazer um tabelamento, nada mais foi do que aplicar fora o que já se fazia em casa. Com efeito, Funaro teria entregue R$ 1 milhão para Yunes. Ricardo Saud (JBS) teria entregue R$ 1 milhão para o Coronel. O dono da Engevix teria sido "convidado" a contratar a empresa do Coronel por R$ 1 milhão para um projeto fake.

No apartamento de Geddel foram encontrados R$ 51 milhões, a indicar que poderiam ter sido cinquenta e uma parcelas. O único que fraquejou nessa história foi Rocha Loures, que aceitou parcelas de R$ 500 mil. No mais, os valores são tabelados.

"Com o Supremo e com tudo..."

E por que o presidente tem sido alvo fácil? Vejamos, rapidamente. O grande erro dos políticos - que vai ficar para a história - foi terem caído num conto do vigário. É que quando se derrubou a presidente Dilma "pelo conjunto da obra", o leitmotiv político, hoje está mais do que claro, foi o estancamento da Lava Jato. Com efeito, foi isso que motivou os líderes partidários a embarcar no impeachment. Temer e Cia. "venderam" a ideia de um grande acordo nacional, "com o Supremo e com tudo". Ele, com raízes no meio jurídico, iria ser um ás ao coser esse "acordo". Não se previu que o mundo era outro, e que a era da informação tinha modificado conceitos. Resultado: só se exasperou a sanha anticorrupção. E deu no que deu: que o diga o Coronel Lima, o presidente da República e sua família, Geddel, Eduardo Cunha, Rocha Loures, Henrique Eduardo Alves, etc. Enfim, como se vê, o impeachment foi um péssimo negócio para esse pessoal.