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ISSN 1983-392X

Embaixada em Washington

quarta-feira, 13 de março de 2019


Embora só se ouça aplausos, a quase certa escolha de Murillo de Aragão para a embaixada brasileira em Washington aparentemente tem incomodado Olavo de Carvalho. Como se sabe, o tido guru pretende ditar os rumos da política externa brasileira. Aliás, até o atual chanceler é uma invenção, digo, indicação do “filósofo de Richmond”. Este conheceu aquele por meio do embaixador Nestor Forster Júnior, que sonha com o cargo na capital ianque, conquanto sabidamente esteja aquém da investidura. A propósito, não é por acaso que militares, políticos, empresários e boa parcela do Itamaraty veem na escolha de Murillo de Aragão a oportunidade de reorganizar as forças na relação com Tio Sam. Murillo de Aragão é o homem certo, para o lugar certo, na hora certa. Além de mestre em ciência política e doutor em sociologia é professor na prestigiosa universidade de Columbia. São apanágios que suficientemente endossam sua nomeação. E, é tudo uma questão de prisma: por não ter sido catequizado pelas ideias “olavistas”, Murillo não é o preferido do chanceler; mas para quem tem QI pelo menos médio, isso é que o qualifica. 

Embaixada em Washington - II

Afora os atributos já mencionados, que justificam a nomeação de Murillo de Aragão, é preciso mencionar ainda que estamos diante de profissional muito habilidoso, que age com correção e discrição. No diuturno mister de sua atuação como analista político, sempre defendeu os ideais nacionais, sem olvidar a dose adequada de cosmopolitismo. É, pois, um homem do nosso tempo.

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