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"Justiça gratuita após o STF: o que muda para as empresas na Justiça do Trabalho?"

Evento discute os efeitos da ADC 80 e os reflexos dos novos critérios para a concessão da Justiça gratuita no contencioso trabalhista empresarial.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Atualizado às 09:52

O FAS Advogados, in cooperation with CMS, promove, no dia 9/10, em sua sede, em São Paulo, encontro para discutir os novos parâmetros para a concessão da Justiça gratuita estabelecidos pelo STF na ADC 80. O evento "Justiça gratuita após o STF: o que muda para as empresas na Justiça do Trabalho?" começa às 8h30 e conta com a participação de Luiz Eduardo Amaral, sócio da área Trabalhista e Previdenciária do escritório, e do juiz do Trabalho Diego Petacci.

A decisão do STF altera um ponto que, até então, ocupava espaço secundário em muitas defesas trabalhistas. A partir de agora, as empresas terão de analisar com mais atenção os pedidos apresentados pelos reclamantes e avaliar, caso a caso, se há elementos para contestar o benefício.

"Em muitos processos, a justiça gratuita era tratada como um ponto acessório da defesa. Com a decisão do STF, a empresa passa a ter de avaliar melhor esse pedido e verificar se existem elementos concretos para questioná-lo", afirma Amaral.

Na prática, essa análise inclui informações que a companhia já possui sobre o ex-empregado, como remuneração, cargo, bônus e outras parcelas recebidas ao longo do contrato.

"A empresa conhece o histórico remuneratório daquele trabalhador. Em alguns casos, essas informações serão relevantes para discutir a concessão da gratuidade. Isso não significa contestar todos os pedidos, mas olhar para o tema com mais critério", diz.

 (Imagem: Reprodução/FAS Advogados, in cooperation with CMS)

Encontro trata dos novos parâmetros para concessão da Justiça gratuita e seus impactos.(Imagem: Reprodução/FAS Advogados, in cooperation with CMS)

O evento discutirá que a mudança também deve ser considerada na avaliação de acordos. A concessão ou não da Justiça gratuita interfere no custo do processo para as partes e passa a ser mais um dado levado em conta durante a negociação.

"Quando a empresa analisa se faz ou não um acordo, se paga ou não uma execução, ela considera a análise econômica do direito, o risco, o custo e tempo do processo. A justiça gratuita passa a entrar nessa conta com mais peso, principalmente nos casos em que houver dúvida sobre o preenchimento dos requisitos", aponta.

Para departamentos jurídicos que administram grandes carteiras de processos, Amaral recomenda acompanhar de perto as primeiras decisões dos tribunais e registrar como os novos critérios estão sendo aplicados.

"Quem tem centenas ou milhares de ações precisa criar um histórico. Quantos pedidos foram concedidos, quantos foram negados, em quais situações houve contestação e qual foi a resposta do Judiciário. Esse acompanhamento ajuda a empresa a definir uma linha de atuação para os processos seguintes", esclarece.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail: [email protected]

FAS Advogados, in cooperation with CMS