"Payment Anyway 2026"
Em 19/10, especialistas debatem os impactos da reforma tributária, mudanças no PAT, meios de pagamento e regulamentação de ativos virtuais.
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Atualizado às 12:12
O Barcellos Tucunduva Advogados reunirá suas áreas de Payments e Tributária no "Fórum Payment Anyway 2026", dia 19/10, segunda-feira, às 8h, no WTC Center, em São Paulo.
Participarão de painéis os sócios Eduardo Froehlich Zangerolami, Giancarllo Melito e Thiago do Amaral Santos, que também integra a curadoria do evento ao lado de Fernando Tassin, CEO do RegulaBT.
Eduardo Froehlich Zangerolami, da área Tributária, participará do painel "Impactos da Reforma Tributária em Meios de Pagamento". A discussão será dedicada às repercussões da reforma para o setor, aproximando a análise tributária dos desafios das empresas que atuam no ecossistema de pagamentos.
"MDR bruto, tributação da antecipação de recebíveis, split payment e score de crédito dos fornecedores passarão a afetar preços, contratos, fluxo de caixa e a distribuição de riscos na cadeia", afirma Zangerolami. Para o advogado, a discussão envolve ainda a preservação do crédito, da liquidez e da competitividade durante a entrada em operação dos novos modelos. "A preparação precisa começar agora, não só nos sistemas, mas sobretudo nas decisões comerciais com clientes e fornecedores", acrescenta.
Giancarllo Melito, também sócio da banca, será o mediador do painel sobre as mudanças no PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador e seus impactos sobre a cadeia de pagamentos e o varejo alimentício. O debate abordará os efeitos das novas regras sobre as empresas participantes do setor e os desafios de adaptação dos modelos de negócio.
"As mudanças no PAT vão além das relações entre operadoras de benefícios e estabelecimentos comerciais. Elas afetam a estrutura de funcionamento do mercado e as condições de contratação. Um dos principais desafios será compreender como as novas exigências serão implementadas e quais adaptações serão necessárias para conciliar os objetivos da regulamentação com a eficiência e a sustentabilidade dos modelos de negócio", avalia Melito.
Já Thiago do Amaral Santos, sócio do escritório e especialista em meios de pagamento e ativos virtuais, será o mediador de um painel sobre os desafios da regulamentação de criptoativos. O debate ocorrerá às vésperas do prazo de 30/10 para apresentação da primeira fase dos pedidos de autorização ao Banco Central e abordará os impactos das novas exigências sobre empresas, instituições financeiras e modelos de negócio.
"Uma regulamentação pode ser tecnicamente consistente e, ainda assim, produzir dificuldades de implementação que não eram inteiramente previsíveis. No mercado de ativos virtuais, o desafio agora é transformar as exigências regulatórias em estruturas operacionais efetivas, preservando a continuidade dos serviços e a capacidade de inovação. O diálogo com o regulador não deve terminar com a publicação das normas; ele se torna ainda mais importante quando as regras começam a funcionar", destaca Amaral.
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