Gramatigalhas

Citação em língua estrangeira

Citação em língua estrangeira. O professor José Maria da Costa esclarece.

4/8/2010

A leitora Maria Beatriz Fiaes envia a seguinte mensagem ao Gramatigalhas :

"Prezados, gostaria de saber se, ao escrever uma palavra em língua alienígena, o correto é sublinhá-la ou colocá-la entre aspas, uma vez que não é possível fazê-lo em itálico quando se utiliza caneta? Grata."

O leitor Júlio César Maciel também questiona :

"É necessário destacar uma expressão estrangeira que se repete fartamente em meu texto? Por favor indique-me uma regra."

1) Leitores indagam se, ao escrever uma palavra em língua estrangeira, num texto manuscrito, o correto é grafá-la entre aspas ou sublinhá-la, uma vez que não é possível fazê-lo em itálico em tais circunstâncias.

2) Independentemente de outros usos que possam ter as aspas, o itálico, o negrito e a sublinha, o certo é que também são eles empregados para grafar um vocábulo ou expressão que não pertençam ao nosso idioma.

3) E se esclarece, adicionalmente, que não há hierarquia, preferência ou maior correção nesse rol, de modo que assiste ao usuário do idioma optar pelo recurso que lhe convier na respectiva redação.

4) Vejam-se, assim, os seguintes exemplos, todos igualmente corretos perante nosso idioma: I) Devem-se evitar palavras e expressões estrangeiras desnecessárias, como "à vol d'oiseau" ou "performance", que bem podem ser substituídas por vocábulos vernáculos, como superficialmente e desempenho; II) Devem-se evitar palavras e expressões estrangeiras desnecessárias, como à vol d'oiseau ou performance, que bem podem ser substituídas por vocábulos vernáculos, como superficialmente e desempenho; III) Devem-se evitar palavras e expressões estrangeiras desnecessárias, como à vol d’oiseau ou performance, que bem podem ser substituídas por vocábulos vernáculos, como superficialmente e desempenho; IV) Devem-se evitar palavras e expressões estrangeiras desnecessárias, como à vol d’oiseau ou performance, que bem podem ser substituídas por vocábulos vernáculos, como o são superficialmente e desempenho.

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Colunista

José Maria da Costa é graduado em Direito, Letras e Pedagogia. Primeiro colocado no concurso de ingresso da Magistratura paulista. Advogado. Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP. Ex-Professor de Língua Latina, de Português do Curso Anglo-Latino de São Paulo, de Linguagem Forense na Escola Paulista de Magistratura, de Direito Civil na Universidade de Ribeirão Preto e na ESA da OAB/SP. Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas. Sócio-fundador do escritório Abrahão Issa Neto e José Maria da Costa Sociedade de Advogados.