1) Um leitor viu em algum lugar que "Alguém oficiou o General de Brigada". Como essa construção lhe incomodou os ouvidos, indaga se o correto não seria "Alguém oficiou ao General de Brigada".
2) Ora, como é correntio e sem divergências entre os estudiosos da matéria, para a autoridade ou pessoa a quem se dirige um ofício, Francisco Fernandes, invocando exemplo de Euclides da Cunha, manda construir o complemento com a preposição a: "Oficiou de novo ao prelado".1
3) Celso Pedro Luft, também em mesma esteira, para o sentido de comunicar por ofício, preconiza a construção com a preposição a: "O secretário oficiou ao governador".2
4) Respondendo, então, de modo prático, ao leitor, pode-se dizer que lhe assiste integralmente razão em seu incômodo aos ouvidos, bastando conferir o acerto ou erronia dos exemplos por ele trazidos para análise: a) "Alguém oficiou o General de Brigada" (errado); b) "Alguém oficiou ao General de Brigada" (correto).
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1 FERNANDES, Francisco. Dicionário de Verbos e Regimes. 4. ed., 16. Reimpressão. Porto Alegre: Editora Globo, 1971, p. 439.
2 LUFT, Celso Pedro. Dicionário Prático de Regência Verbal. 8. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 383.