Um advogado fumou diante da câmera durante julgamento transmitido ao vivo pelo TJ/MT, nesta quarta-feira, 14. O cigarro foi aceso enquanto o relator proferia seu voto na 3ª câmara Criminal, sem que os magistrados advertissem o profissional.
Da beca ao cigarro
O profissional defendia a concessão de prisão domiciliar humanitária a um cliente de 78 anos, com problemas de saúde. Antes de iniciar a sustentação oral, pediu autorização para participar sem beca.
O relator do caso, desembargador Gilberto Giraldelli, acolheu a justificativa de forma cordial. “O dr. está muito bem trajado.”
Posteriormente, durante o voto, o advogado acendeu o cigarro e passou a fumar diante da câmera. A sessão prosseguiu sem que ele fosse repreendido.
Veja:
Ao final, o colegiado negou o pedido por unanimidade, diante da ausência de demonstração de que o sistema prisional não poderia oferecer o tratamento necessário ao preso.
A resolução 354/20 do CNJ prevê que participantes de audiências telepresenciais ou por videoconferência devem observar a mesma liturgia dos atos presenciais, inclusive quanto às vestimentas.