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Golpe do Pix: Entenda a responsabilidade dos bancos e seus direitos

Golpe do Pix pode gerar prejuízos, mas o consumidor tem proteção legal. Veja o que a lei diz e como agir em caso de fraude.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Atualizado às 11:33

O Pix se tornou o meio de pagamento mais popular do Brasil, mas também abriu espaço para o aumento expressivo de golpes. Criminosos usam estratégias cada vez mais sofisticadas, como clonagem de aplicativos, links falsos, falsas centrais de atendimento e até coação para transferências instantâneas.

De acordo com especialistas, o problema está na rapidez da operação: em segundos, o valor já saiu da conta da vítima, o que dificulta a devolução. Além do prejuízo financeiro, muitos consumidores enfrentam cobranças indevidas, risco de negativação e abalo emocional

O que diz a lei

O CDC estabelece que instituições financeiras têm responsabilidade objetiva sobre a segurança dos serviços prestados. Isso significa que, em casos de falha de segurança, o banco pode ser responsabilizado pelos prejuízos sofridos pelo cliente.

O Banco Central também criou o MED - Mecanismo Especial de Devolução, que permite bloquear valores suspeitos de fraude e, em alguns casos, devolvê-los ao pagador. Apesar disso, nem sempre é possível recuperar o montante integral

Decisões judiciais

Tribunais de todo o país já reconheceram a responsabilidade dos bancos em fraudes envolvendo Pix. Em diversos casos, as instituições foram condenadas a reembolsar valores ou indenizar clientes.

Contudo, quando há culpa exclusiva da vítima - como o fornecimento voluntário de senhas - a Justiça pode afastar a responsabilidade do banco

O que fazer em caso de golpe

  1. Informar imediatamente o banco e registrar boletim de ocorrência;
  2. Guardar provas, como prints, comprovantes e conversas;
  3. Acionar a ouvidoria da instituição financeira e o Banco Central;
  4. Buscar orientação jurídica especializada.

Conclusão

Apesar do aumento dos golpes via Pix, o consumidor não está desamparado. A lei e a jurisprudência reconhecem direitos importantes que podem minimizar os prejuízos em casos de fraude.

Luiza Carlessi Marchesini

Luiza Carlessi Marchesini

Advogada especializada em Direito Trabalhista.