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Conta só em banco digital: um risco que poucos percebem

Praticidade não pode custar seu dinheiro, seus direitos e sua segurança.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Atualizado às 10:50

Os bancos digitais conquistaram milhões de brasileiros com promessas de facilidade, taxas zero e tudo resolvido pelo celular. O problema é que, na prática, muitos consumidores passaram a apostar todas as fichas em uma única conta digital, sem perceber que essa concentração pode se transformar em um grave risco financeiro e jurídico, especialmente em situações de fraude, bloqueios indevidos ou falhas operacionais.

Na advocacia bancária, é cada vez mais comum atender vítimas de golpes que tiveram contas digitais bloqueadas de forma automática, sem aviso prévio e sem canal humano eficaz para solução. Quando isso acontece, o cliente fica sem acesso ao próprio dinheiro, salários, reservas ou pagamentos essenciais, dependendo exclusivamente de chats padronizados e respostas genéricas.

Outro ponto crítico é a gestão de fraudes. Bancos digitais operam com alto volume e decisões automatizadas, o que frequentemente resulta na negação de estornos, dificuldades na aplicação do MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix) e transferência da responsabilidade ao consumidor.

Diversificar contas não é falta de modernidade, é estratégia de proteção. Manter relacionamento com ao menos um banco tradicional, além do digital, reduz riscos, garante alternativas em emergências e fortalece a posição do consumidor em disputas bancárias.

Bruna Souza

VIP Bruna Souza

Advogada especialista em Direito Bancário, com atuação nacional. Graduada pela UEMS e pós-graduada em Processo Civil pela UERJ. Sede do escritório em São Paulo/SP. Instagram: @brunasouza.advogada

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