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Como reduzir sua dívida tributária federal: O guia estratégico para empresas

Gestão estratégica do passivo tributário permite negociar dívidas com a União, obter descontos relevantes e evitar que tributos inviabilizem o negócio.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Atualizado em 25 de fevereiro de 2026 14:53

Empreender no Brasil é um exercício diário de sobrevivência. Quando o caixa aperta, o empresário se vê diante de uma escolha cruel: pagar o fornecedor, honrar a folha de salários ou quitar os impostos?

Na esperança de uma "folga de caixa" que raramente vem - graças à instabilidade do mercado e à inflação - a guia de imposto acaba ficando para trás. O resultado? No fim do ano, o montante acumulado, somado a juros e multas, torna-se uma bola de neve que ameaça a continuidade do negócio e supera a capacidade de pagamento da empresa.

Se a sua empresa está nessa situação, você precisa conhecer a gestão de passivo tributário. Diferente do que muitos pensam, existem formas legais e estratégicas de obter descontos significativos sobre as suas dívidas com a União através da transação tributária.

Por que os descontos não aparecem para todos?

Muitos empreendedores se frustram ao tentar parcelar dívidas e não encontrar as reduções de até 65% ou 70% que veem nas notícias. Isso acontece porque esses benefícios não são automáticos; eles dependem de editais específicos da PGFN - Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do preenchimento de 3 requisitos essenciais:

  1. Inscrição na dívida ativa: Os débitos devem ter sido enviados para a PGFN. Se suas dívidas venceram há mais de 90 dias e ainda estão na Receita Federal, é possível solicitar o envio administrativo ou via Mandado de Segurança para habilitar o direito à negociação.
  2. Tempo de inscrição: O benefício geralmente atinge dívidas inscritas na Dívida Ativa há mais de 90 dias. Débitos recém-inscritos, via de regra, não recebem tais descontos.
  3. CAPAG C ou D: Sua CAPAG - "Capacidade de Pagamento" perante o governo deve estar classificada como C ou D (baixo ou baixíssimo grau de recuperabilidade).

O diferencial da gestão de passivo: "Engenharia fiscal"

Diferente do parcelamento comum gerado automaticamente no site da Receita, a gestão de passivo tributário é um trabalho de inteligência jurídica e contábil. Nossa atuação foca em três pilares:

  • Inteligência de fluxo de débitos: Realizamos o monitoramento constante do E-CAC e do sistema Regularize, garantindo que os débitos vencidos sejam direcionados ao estágio de cobrança mais favorável. O objetivo é posicionar a dívida estrategicamente na PGFN para destravar benefícios que não existem na Receita Federal.
  • Sincronia contábil e ajuste de CAPAG: Executamos uma análise técnica rigorosa sobre os documentos fornecidos pelo seu contador para ajustar a sua CAPAG - Capacidade Contributiva. Cruzamos a margem de lucro real com os critérios da PGFN, corrigindo distorções onde a Receita presume uma saúde financeira que a empresa não possui, permitindo assim o acesso aos descontos.
  • Planejamento de editais e previsibilidade: Promovemos o enquadramento cirúrgico nos editais de transação mais vantajosos. Caso a empresa ainda não tenha direito imediato, atuamos de forma preditiva para prepará-la para o próximo edital, já que as regras costumam se repetir, tornando o benefício previsível.

Sua dívida tributária não precisa ser o fim da sua empresa. Ela pode ser o recomeço da sua saúde financeira.

Isabelle Martins

Isabelle Martins

Advogada inscrita na OAB/RN 8146 há mais de 15 anos. Professora de Direito Processual Civil. Pós-graduada em Direito Tributário e LL.M. em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atua com expertise em causas patrimoniais, com ênfase em Direito Imobiliário, Direito Bancário, Compliance e Contratos.

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