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INPI 2026: Inteligência artificial acelera registro de marcas no país

Análise do Plano de Ação 2026 do INPI, destacando o uso de IA para agilizar processos. A modernização promete mais segurança jurídica e rapidez para proteger ativos no Brasil.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Atualizado em 7 de maio de 2026 17:01

O cenário da propriedade industrial no Brasil entra em uma nova fase com o ambicioso Plano de Ação 2026 do INPI. O foco central é claro: A implementação de inteligência artificial para otimizar fluxos e responder ao volume recorde de depósitos. Esta modernização tecnológica é o passo que faltava para que o histórico "gargalo" da análise técnica dê lugar a um sistema dinâmico e seguro para o empresariado.

A principal aposta do órgão para o ciclo atual é o uso de ferramentas automatizadas na busca e exame de marcas e desenhos industriais. Essa mudança é essencial para acompanhar a velocidade do mercado. O planejamento de 2026 foca em indicadores de desempenho, onde a IA atua filtrando e agilizando processos que antes demandavam tempo humano excessivo. Para o empreendedor, essa agilidade se traduz em expandir negócios com ativos protegidos em tempo recorde.

Valorização regional e proteção de ativos

Além da tecnologia, o plano reforça a interiorização da propriedade intelectual e o fortalecimento das IGs - Indicações Geográficas. O objetivo é que a proteção chegue com força às regiões produtoras de todo o país, transformando o registro em uma ferramenta de valorização regional, e não apenas em uma etapa burocrática.

Vimos no Carnaval deste ano um exemplo prático: Blocos, marcas de moda e design autoral movimentando milhões, mas que negligenciam muitas vezes a blindagem desse patrimônio contra a pirataria. O novo INPI surge como um aliado para evitar a reprodução indevida desses ativos.

O equilíbrio entre celeridade e segurança

Embora a rapidez seja a meta, a qualidade do exame não pode ser negligenciada. A IA deve servir de suporte ao examinador para garantir que marcas semelhantes não sejam aprovadas por erro de sistema, o que geraria insegurança jurídica. Para quem deseja se posicionar à frente neste ciclo, três pontos são fundamentais

  • Prioridade tecnológica: Protocolar pedidos cedo garante vantagem nas novas filas de exame automatizado
  • Foco no design: O Plano 2026 prevê atenção especial aos desenhos industriais.
  • Monitoramento dobrado: Com a velocidade das aprovações, é preciso monitorar marcas de terceiros de forma ativa para evitar conflitos.

O Plano de Ação 2026 é, em última análise, um convite à profissionalização. O empresário que entender essa aceleração tecnológica terá uma vantagem competitiva enorme para proteger seu território no mercado.

Vanessa Albuquerque

VIP Vanessa Albuquerque

Conciliadora do TJ-SP, especialista em Propriedade Intelectual, diretora e CEO da Cone Sul Marcas e Patentes, sócia da Montañés Albuquerque Advogados e conselheira fiscal da AnaMid.

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