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Storytelling jurídico: Humanizando a advocacia

Narrativas envolventes ganham espaço nas redes ao elevar retenção e engajamento, tornando conteúdos mais humanos, atrativos e eficazes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Atualizado às 07:42

Na avalanche de conteúdos que são publicados todos os dias, tão importante quanto a informação, é a forma de comunicá-la. O volume de publicações já não é mais suficientes para fazer com que um perfil se destaque entre os demais. Como prova disso, em 2026 o Instagram divulgou que, para o algoritmo, a métrica mais importante de um conteúdo é o tempo de retenção, ou seja, quanto tempo um usuário ficou “preso” na publicação. Agora, o próprio algoritmo dita: qualidade destaca-se em meio a quantidade. 

Mas como trazer essa qualidade ao seu conteúdo? O storytelling é uma estratégia de comunicação que torna as publicações mais atrativas e cativantes para o público. Essa estratégia utiliza-se de técnicas narrativas para informar, ou melhor, “contar” uma informação.

O storytelling foge do óbvio, ele não só transmite o conteúdo, mas envolve o público e o contextualiza na informação. Nesse tipo de estratégia, o foco é utilizar histórias e narrações para transformar a informação em um conteúdo mais atraente. A intenção é fugir da abordagem fria, que faz grande uso de estatísticas e linguagem institucional, e optar por uma abordagem humanizada, mostrando que há um humano por trás do perfil.

Como usar o storytelling?

A maneira inteligente de criar uma narrativa efetiva, ou seja, que prenda a atenção do público e comunique a informação com clareza é, primeiramente, entender como o público-alvo se comunica e o que ele consome. Compreender as dores, questões, pontos fracos e fortes desse público é o que diferencia um storytelling genérico, que busca atenção de qualquer usuário, de um storytelling direcionado, que comunica da forma que o público-alvo entende.

Mas, para além de entender e conhecer a audiência, existe outro ponto chave que é o diferencial do storytelling: o reconhecimento. Quando um usuário se reconhece em um conteúdo, a informação torna-se muito mais relevante para ele. E é nesse ponto que as histórias se tornam-se um instrumento poderoso para conquistar o público.

O fator reconhecimento pode ser incluído no seu conteúdo ao explorar narrativas que retratem conflitos que sejam comuns para o público e possíveis soluções para esses problemas. Criar histórias que, apesar de fictícias, representem situações reais que podem ter sido vividas pelo público-alvo, demonstrando conexão com a realidade.

Um escritório especializado em Direito de Família pode, por exemplo, narrar o conflito entre um casal que vivem em união estável por anos, mas sem registro, que passa por um processo de separação. Esse conteúdo, além de envolver o público em uma situação identificável, pode ser utilizado para explicar questões como: quais as implicações da falta de registro? Qual o maior desafio em separações de uniões estáveis? A presença de filhos tem impacto no processo? Desse modo, o storytelling capta o público para um conteúdo identificável, mas também informativo.

Storytelling X Marketing jurídico

“Mas o storytelling pode ser utilizado em um perfil jurídico?” A advocacia, no fim das contas, lida com seres humanos, que contam e vivem histórias. Desde que alinhados com o propósito e a intenção do perfil, essa estratégia de comunicação pode sim ser aplicado em perfis jurídicos.

Exemplos de conteúdos jurídicos que utilizam o storytelling:

Advogado contando sobre um caso fictício, mas que gera conexão com o público, e analisando possibilidades para o caso;

Sócio contando de uma perspectiva mais pessoal e emocional sobre a criação do escritório e a escolha pela carreira jurídica;

Explicar como decisões afetam, na prática, o público-alvo com exemplos.

Especialmente quando assunto é comunicação jurídica, é preciso reconhecer o valor dos conteúdos institucionais, mas sem esquecer que conexão humana é essencial. A humanização do conteúdo jurídico pode ser o passo que falta para conquistar o seu público.

Larissa Leal

Larissa Leal

Jornalista e social media da M2 Comunicação Jurídica.

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