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O medo do nome sujo pode estar custando seu patrimônio

Por medo da inadimplência, muitos brasileiros aceitam renegociações sem avaliar se conseguirão cumpri-las. O resultado costuma ser mais endividamento e dinheiro perdido em acordos insustentáveis.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Atualizado às 16:41

Para muitas pessoas, o maior medo ao enfrentar uma dívida não é o valor em si, mas a possibilidade de ter o nome negativado. Esse receio faz com que aceitem a primeira proposta apresentada pelo banco, sem analisar se as parcelas realmente cabem no orçamento.

O problema é que uma renegociação insustentável pode criar uma falsa sensação de alívio: Nos primeiros meses, o pagamento parece possível, mas basta um imprevisto para que a inadimplência volte a acontecer, agora sobre uma dívida ainda maior.

Quando isso acontece, o prejuízo é duplo. Além de retornar à situação de inadimplência, o consumidor já terá desembolsado uma quantia significativa ao longo de meses - ou até anos - sem conseguir resolver definitivamente o problema.

Em muitos casos, esse dinheiro poderia ter sido reservado para negociar futuramente um acordo mais vantajoso, com descontos expressivos sobre o saldo devedor. Em outras palavras, o esforço financeiro acaba sendo desperdiçado porque não foi direcionado para uma estratégia realmente sustentável.

Antes de assinar qualquer acordo, porém, é essencial fazer uma pergunta simples: "Eu conseguirei pagar essa parcela até a última prestação, mesmo se surgir um imprevisto?" Se a resposta for negativa, talvez o problema não seja a falta de vontade de pagar, mas a proposta apresentada. E assumir um compromisso impossível de cumprir pode transformar uma dificuldade momentânea em um ciclo permanente de endividamento.

Bruna Souza

VIP Bruna Souza

Advogada especialista em Direito Bancário, com atuação nacional. Graduada pela UEMS e pós-graduada em Processo Civil pela UERJ. Sede do escritório em São Paulo/SP. @brunasouza.advogada 11 93363-0460