Qualquer romance russo é a glorificação de um infortúnio. Quem quer que os deletreie variando vontade de autores e de assuntos, deparará sempre a dolorosa mesmice da desdita invariável, trocados apenas os nomes aos protagonistas: todos humildes, todos doentes, todos os fracos: o mujique, o criminoso impulsivo, o revolucionário, o epiléptico incurável, o neurastênico bizarro e louco.