Baú migalheiro
Em 8 de janeiro de 1936, o então xá do Irã, Reza Xá Pahlavi, publicou o Decreto Kashf-e hijab, que proibia o uso do véu islâmico em público e impunha um rígido código de vestimenta ocidentalizado às mulheres iranianas.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Atualizado em 29 de dezembro de 2025 11:07
Há 90 anos, em 8 de janeiro de 1936, o então xá do Irã, Reza Xá Pahlavi, publicou o Decreto Kashf-e hijab, que proibia o uso do véu islâmico em público e impunha um rígido código de vestimenta ocidentalizado às mulheres iranianas. A medida fazia parte de um amplo programa de modernização e secularização inspirado em modelos europeus, voltado à centralização do poder e à redução da influência do clero. O decreto também obrigava homens a abandonarem trajes tradicionais, simbolizando o esforço de Reza Xá em transformar o Irã em um Estado moderno e nacionalista. A imposição, contudo, gerou resistência popular, especialmente entre mulheres religiosas e conservadoras, que viam na proibição uma violação à liberdade de expressão e à identidade cultural. Décadas depois, em 1979, a Revolução Islâmica reverteria a política, tornando novamente obrigatório o uso do hijab, um dos marcos simbólicos da ruptura entre o Irã monárquico e o Irã teocrático.

