Baú migalheiro

Em 25 de fevereiro de 1836, há 185 anos, o jovem Samuel Colt, então com 21 anos, patenteou uma ideia que, para muitos historiadores, mudou a história mundial. Ele foi o inventor do revólver com seis tiros com cilindro removível, o Colt 45. Até então, os armamentos disparavam apenas uma munição por recarga. Colt teve essa ideia quando era marinheiro e observava o funcionamento do eixo tracionador de um navio. Então, ele pensou em anexar à arma de fogo um tambor que, após efetuado um disparo, girava e recarregava a arma, permitindo imediatamente um novo tiro. Com seu invento, Colt entrou para o lucrativo mercado belicista e se tornou um dos homens mais poderosos do século XIX nos Estados Unidos. Ele morreu em sua cidade natal, Hartford, nos EUA, no dia 10 de janeiro de 1862.
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Em 24 de fevereiro de 1891, há 130 anos, foi promulgada a segunda Constituição do Brasil e primeira no sistema republicano de governo, a "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil", que vigorou durante toda a República Velha. Os principais autores do texto foram Prudente de Morais e Rui Barbosa. Inspirada na Carta Magna dos Estados Unidos, a Constituição do Brasil dava autonomia aos municípios e às antigas províncias, que passaram a ser chamadas de "Estados", comandados pelos "presidentes de estado". O poder Moderador, característico da monarquia, foi extinto, e a nova constituição reconhecia somente os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
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Em 23 de fevereiro de 1901, há 120 anos, era fundando na cidade de São Paulo, o Instituto Butantan, principal produtor de imunobiológicos do Brasil. Criado inicialmente como um laboratório de produção de soro para combater a peste bubônica, o Butantan foi reconhecido como uma instituição autônoma nesta data. Hoje, o Instituto é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande parte da produção de soros hiperimunes e vacinas que compõem o Programa Nacional de Imunizações do ministério da Saúde. É responsável por grande porcentagem da produção de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional dos antígenos vacinais que compõem as vacinas utilizadas no programa nacional de imunizações do ministério da Saúde. Hoje, os laboratórios e fábricas do Butantan produzem 12 soros (contra o envenenamento por diversas espécies de cobras, escorpiões, aranhas e lagartas, e contra difteria, tétano, botulismo e raiva) e sete vacinas (contra raiva, HPV, Hepatite A, Hepatite B, Influenza Trivalente, H1N1 e DTPa). Em 2021, a experiência e tradição do Butantan estão sendo aplicados no desafio de produzir a vacina do Brasil contra a covid-19.



