MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. STF - Ministro concede liminar para condenado por falta de intimação do advogado dativo

STF - Ministro concede liminar para condenado por falta de intimação do advogado dativo

Depois de ter recurso negado pelo STJ sem que seu advogado dativo fosse intimado pessoalmente para o julgamento, A.E.M.R. conseguiu uma liminar em HC - 102689, para suspender o início do cumprimento da pena a que foi condenado, por atentado violento ao pudor.

Da Redação

segunda-feira, 29 de março de 2010

Atualizado às 09:22


Decisão

STF - Ministro concede liminar para condenado por falta de intimação do advogado dativo

Depois de ter recurso negado pelo STJ sem que seu advogado dativo fosse intimado pessoalmente para o julgamento, A.E.M.R. conseguiu uma liminar em HC - 102689 (clique aqui), para suspender o início do cumprimento da pena a que foi condenado, por atentado violento ao pudor.

A.E. foi condenado a nove anos e onze meses de reclusão pelo crime previsto no artigo 214 do CP (clique aqui). Depois de recorrer ao TJ/GO, teve a pena reduzida para oito anos e quatro meses. O defensor alega que na sequência o STJ negou um recurso ajuizado naquela corte – chamado de agravo de instrumento –, e não intimou a defesa dessa decisão.

Ao conceder a liminar, o ministro Dias Toffoli disse que a decisão do STJ foi publicada em 16 de setembro de 2009 e o trânsito em julgado se deu no primeiro dia de outubro daquele ano, conforme andamento no sítio do STJ na internet, "não constando nenhuma informação sobre a ocorrência de intimação pessoal do defensor dativo".

A tese da defesa, de que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, "encontra respaldo jurídico na jurisprudência da Suprema Corte", salienta o ministro. Segundo ele, a falta de intimação pessoal do defensor dativo "qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para tal nulidade seja declarada".

O ministro deferiu a liminar para suspender os efeitos do trânsito em julgado da decisão do STJ, "devendo o paciente permanecer em liberdade até o julgamento final do presente writ [HC]", se não estiver preso por outro motivo, ponderou o ministro Dias Toffoli.

______________________

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS