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Prêmio Nobel da paz visita a OAB/SP e fará palestras no seminário "Fronteiras do Pensamento"

A advogada, ex-juíza e militante dos direitos humanos Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003, que está no Brasil, visitará a OAB/SP e concederá entrevista coletiva à imprensa hoje, das 16h às 16h45, na sede da OAB/SP – Praça da Sé, 385 – 1 andar (Sala Vip).

Da Redação

terça-feira, 7 de junho de 2011

Atualizado às 08:10


Entrevista

Prêmio Nobel da paz visita a OAB/SP e fará palestras no seminário "Fronteiras do Pensamento"

A advogada, ex-juíza e militante dos direitos humanos Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003, que está no Brasil, visitará a OAB/SP e concederá entrevista coletiva à imprensa hoje, das 16h às 16h45, na sede da OAB/SP – Praça da Sé, 385 – 1 andar (Sala Vip).

Shirin Ebadi, que vive no exílio na Inglaterra, veio ao Brasil para participar do seminário internacional do Fronteiras do Pensamento em Porto Alegre (13/6) e em São Paulo (14/6), e visita a OAB/SP em sua passagem pelo Estado.

Nascida no Irã em 1947, filha de muçulmanos, Ebadi tornou-se em 1969 a primeira mulher iraniana a exercer a magistratura e também a primeira a presidir um tribunal legislativo, em 1975.

Para o presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, é uma honra a Seccional Paulista da OAB receber Shirin Ebadi: "A luta pelos direitos humanos nos une e nos aproxima, por que temos no autoritarismo e no obscurantismo nossos grandes inimigos", afirmou D’Urso.

Linha do Tempo

Após a vitória da Revolução Islâmica no país, em 1979, foi dispensada da magistratura e passou a exercer funções administrativas, pois o Islã proíbe que mulheres trabalhem como juízas. Após protestos das magistradas, elas foram nomeadas "especialistas em leis" pelo Ministério da Justiça.

Não tolerando a situação, Ebadi pediu aposentadoria antecipada. Como a Ordem dos Advogados do Irã era administrada pelo Judiciário, seus pedidos para trabalhar como advogada foram recusados e ela não pôde atuar na Justiça.

Somente em 1992 conseguiu obter uma licença para exercer a advocacia. No entanto, antes disso, ela publicou diversos livros e artigos e jornais iranianos. Como advogada, atuou na defesa de vários casos de repercussão nacional e internacional.

Ebadi, que também é professora universitária na Universidade de Teerã, recebeu em 2003 o Nobel da Paz por seus esforços em prol dos direitos humanos, especialmente de mulheres e crianças. Ganhou dimensão internacional o caso da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada ao apedrejamento por adultério. Ebadi parabenizou presidente Dilma a Rousseff pelo voto contra o Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU para que se investigue violações de direitos humanos por parte do governo persa.

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