sexta-feira, 5 de março de 2021

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Relação afetiva

Filha de doméstica criada por patrões tem direito à herança da mãe afetiva

Autos revelam que à autora foi dedicado o mesmo afeto e oportunidades concedidos aos filhos biológicos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A 4ª câmara de Direito Civil do TJ/SC reconheceu a existência de paternidade e maternidade socioafetiva no caso de uma mulher que, filha de empregada doméstica, a partir dos quatro anos de idade foi criada pelos empregadores, após a morte da mãe biológica. Naquela ocasião, eles obtiveram a guarda provisória da menina.

Para o desembargador Jorge Luiz da Costa Beber, os autos revelam que à autora foi dedicado o mesmo afeto e oportunidades concedidos aos filhos biológicos do casal. Ambos figuraram, ainda, como pais nos convites para o baile de debutantes e casamento da demandante, que era inequivocamente tratada como membro do núcleo familiar.

Com a morte da mãe afetiva, excluída a autora da respectiva sucessão, iniciou-se o litígio, que culminou com a declaração da paternidade e maternidade socioafetiva para todos os fins hereditários, já na comarca de origem.

"Uma relação afetiva íntima e duradoura, remarcada pela ostensiva demonstração pública da relação paterno-materno-filial, merece a respectiva proteção legal, resguardando-se direitos que não podem ser afrontados por conta da cupidez oriunda de disputa hereditária", salientou o desembargador Costa Beber. A decisão foi unânime.

Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 24/10/2012 08:50

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