MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Lei tenta frear o fechamento de cinemas de rua em São Paulo

Lei tenta frear o fechamento de cinemas de rua em São Paulo

x

Da Redação

terça-feira, 18 de julho de 2006

Atualizado às 08:10

 

Ação!

 

Lei tenta frear o fechamento de cinemas de rua em São Paulo

 

Com mais de dois anos de atraso, começou a ser aplicada na cidade de São Paulo a lei municipal de janeiro de 2004 (Lei 13.712, de 7 de janeiro de 2004 - clique aqui) que permite aos cinemas instalados em ruas e galerias receber incentivos fiscais em troca de cotas de ingressos para professores, estudantes, idosos e a população carente.

 

O objetivo é tentar frear o fechamento dos cinemas de rua e oferecer programas culturais para comunidades carentes.

 

As sessões grátis devem ocorrer nos dias e horários de maior taxa de ociosidade, mas em todos os meses do ano.

 

A lei, embora tenha sido regulamentada em dezembro de 2004, ainda dependia de uma portaria, publicada na última sexta-feira, para vigorar.

 

Além da distribuição de ingressos, a lei permite que a prefeitura estabeleça com os cinemas programas para recuperar as áreas do entorno que estiverem degradadas. Estão excluídos do projeto os cines pornôs e os de shoppings.

 

As empresas que aderirem serão isentas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e terão redução de 5% para 2% na alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços).

 

Interessados em conseguir o benefício fiscal já em 2007 têm até 15 de setembro para apresentar os documentos exigidos pela prefeitura.

 

Porém, os cinemas terão que estar com a programação adaptada às exigências da lei, como exibir filmes brasileiros durante ao menos 45 dias no ano, dez dias superior à cota estabelecida pelo governo federal.

 

Na avaliação do ex-vereador Nabil Bonduki, autor do projeto, a entrada em vigor da lei deve ajudar a brecar o fechamento das salas de cinema de rua. No centro, apenas o Marabá funciona, mas de forma precária. Neste ano, fecharam o Cine Paris, na av. Ipiranga, que virou pornô, o Top Cine, na Paulista, e o Vitrine, na Augusta.

 

Há cinco cinemas que podem se beneficiar da lei, segundo a Secretaria da Cultura.

 

Para Adhemar Oliveira, diretor de programação do Circuito Cinearte, que inclui a Sala UOL, o Espaço Unibanco e o Unibanco Arteplex, a lei é bem-vinda.

 

Oliveira diz já ceder ingressos gratuitos para entidades sociais -em 2005, a rede ofereceu 30 mil isenções entre 400 mil espectadores. "O cinema fica parado de manhã, e abrir significa gastar energia elétrica. Se eu deixo de pagar imposto, aumenta a economia", disse ele, que estima recolher R$ 70 mil anuais de IPTU apenas no Espaço Unibanco.

 

Como as empresas têm de conceder ingressos no valor equivalente a 110% do incentivo fiscal, somente com o IPTU o Espaço Unibanco poderia, por exemplo, ceder 7.700 ingressos a R$ 10 por ano.

 

Na avaliação de Ocymar Alves dos Santos, porém, programador responsável pelo Cine Paris, hoje pornô, a ausência de infra-estrutura para o espectador, no centro, coloca as salas de rua em desvantagem.

 

"O cinema no centro acabou. Não adianta. A violência infelizmente acabou com ele."

 

______________

Patrocínio

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS tem atuação na área empresarial trabalhista

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO