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Liberdade de comunicação

TSE nega pedido do PT e de Haddad de retirar mensagens de grupo de WhatsApp

Para ministro Luis Felipe Salomão, interferência da Justiça Eleitoral deve ser minimalista, sob pena de silenciar o discurso dos cidadãos no debate democrático.

Da Redação

sábado, 13 de outubro de 2018

Atualizado às 09:25

O ministro Luis Felipe Salomão, do TSE, negou nesta sexta-feira, 12, um pedido apresentado pela coligação "O Povo Feliz de Novo" – formada pelos partidos PT, PC do B e PROS – e pelos candidatos a presidência e vice-presidência da República Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, que requereram a remoção imediata, com direito de resposta, de conteúdos veiculados em um grupo de WhatsApp intitulado "aRede – Eleições 2018".

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O ministro afirmou que, no atual estágio das tecnologias de informação, o direito à liberdade de comunicação ampliou-se e volta-se à proteção da própria rede, dos provedores e aplicativos que constituem a infraestrutura comunicacional pela qual cada indivíduo pode exercer seu direito de comunicar-se livremente.

O magistrado lembrou que as mensagens enviadas por meio do aplicativo WhatsApp não são abertas ao público, a exemplo de redes sociais como o Facebook e o Instagram. Segundo ele, a comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas.

Em sua decisão, o ministro Luiz Felipe Salomão consignou que, ressalvados os casos de difusão de práticas criminosas, é inviável a interferência e o controle da Justiça Eleitoral acerca de todas as conversas e manifestações externadas nas mídias eletrônicas, como aplicativos de mensagens instantâneas.

Para o ministro, em um exame preliminar da questão e à luz do princípio da mínima interferência da Justiça especializada no debate político-eleitoral, não é o caso de remover os conteúdos impugnados, pois não traduzem nenhuma transgressão comunicativa, violadora de regras eleitorais ou ofensivas a direitos personalíssimos.

Por fim, o relator fez a ressalva de que o indeferimento da liminar não resulta em qualquer prejuízo no que toca a análise detalhada do pedido de resposta.

Informações: TSE.

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